Dia da mulher, comentários de um piriguetchô!

Foi no carnaval de Desterro em 2014 que os comentários de um piriguetchô surgiram! Antes de julgar por favor não seje bardoso e leia até o fim tchô! 

2014-03-08_09-50-40

Amostra científica de indivíduos do tipo Piriguetchô no carnaval de Desterro em 2014 Descendo até o chão!

Vestidos leves dão uma boa liberdade e frescor para as pernas, porém o sutiã é uma panela de retenção de calor absurda. Se tivesse fazendo 40 graus ontem, hoje eu pareceria um palito de fósforo usado…Tchô do céu, mas comé que a muierada guentão? Percebi também que, aumentando o preenchimento dos seios armenta direta e proporcionarmente a auto estima e tamém da uma diminuida no o campo de visão. A droga do batom faz você deixá marca por tudo que mete a boca e depois tem que repor isso, é muito chato, é do djanho…Um vez que o tchô  tá aprumado e pronto para matá a pau surge a pergunta, cadele os borsos? Onde vô ponhá o celular, dinheiro, e os butiá?

Puts, é por isso que elas (as tchôas) usam borsas. De ligeras né?. Mas pense, comé as viventes que vivem tão perto da gente no dia a dia podem usar o mundo de uma forma tão diferente? Inacreditável…Bom, depois disso foi hora de testar o modelito nas ruas, lugar onde a moda faz seu valor. Lá, depois de várias negaciadas no ambiente, notei que ser mulher é muito mais fácil de chamar a atenção, parar os carros e rolar por cima do capô e etc…Ahh gelooo né? Né tchô, não fiz isso! bom, pelo menos não me se alembro…será que fiz?. A propósito, é muito difícil sensualizar sem quadril. Outra coisa é que não conseguia era tirar os olhos da concorrência, se não bastasse tudo isso ainda tem que negaciá as outras. Isso sim da trabalho…Resumindo, parece que ser uma piriguetchô, é um exercício constante de equilibrar milhares de trubiscos de um lado da balança e do outro a auto-estima. Mas beleza…Hoje tô vortando ao normal ainda com dores nas costas, talvez seja pelo peso do sutiã ou pelo excesso de tentativas de quadradinho de 8 no chão, nas cadeiras e nas mesas…Enfim, chega de relatos por hoje! Agora quero meus borso pra coloca meus butiá e voltar para minha profissão de escritor tchozino. Conclusão, o bloco dos sujos de Florianópolis foi um sucesso, muita gente bonita, faceira e sem tumulto. De zóio nisso queria de entender como nós brasileiros conseguimos se organizar tão bem e com tanta alegria para isso e não para questões emergentes de nossa sociedade. A vida segue! Ah e para as mulheres que estão lendo esse texto, continuem sendo bonitas, nós (pelo menos eu) vamos dar mais valor pela dedicação de vocês, é sério! Ano que vem vou testar um modelo com salto de 10cm, vai ser show! Versão 2015 será de paniquetchô!

Agora essa parte do texto está sendo escrita no dia das mulheres e gostaria de aproveitar para dar os parabéns e responder vários comentários que recebi desse texto, o qual já foi uma vez publicado no facebook. Um deles é se eu não teria vergonha de me expor nas redes sociais dessa forma. Resposta, até que não tchô!  Tem tantas outras coisas pra se envergonhar nessa vida! Zulivre! Uma delas é viver num país cheio de desigualdades, perigos nas estradas (quando existem) e principalmente um lugar onde a cultura machista predomina lotada preconceitos de todos os tipos, gostos e ataques contra as mulheres. Estamos bem melhor do que Árabes, mas isso não da pra comparar. Ainda existem outros milhares de preconceitos espalhados em forma de nuvem nas conversas das pessoas no Brasil e que nem vale comentar nesse momento. Como regra geral e dica aos tchozinho(as), Quando forem avaliar alguém pela profissão, origem, cor, raça, religião, opção sexual e etc, negacie na honestidade do indivíduo, isso que faz a diferença. Além disso, tenho notado que os rituais como por exemplo: cultos, missas, carnaval e etc, parecem ser a semente da união entre membros de um grupo e a semente do ódio contra outros grupos humanos, se a gente não olhar pra história e ver como isso funciona e as catástrofes que a intolerância gera, a gente vai continuar criando monstros que não existem durante nossa curta passagem vivos pela terra… 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *