{"id":23283,"date":"2013-07-27T11:50:32","date_gmt":"2013-07-27T14:50:32","guid":{"rendered":"http:\/\/lanofrai.com.br\/?p=23283"},"modified":"2013-07-27T11:50:32","modified_gmt":"2013-07-27T14:50:32","slug":"nevou-naquela-noite-autor-anonimo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lanofrai.com.br\/en\/2013\/07\/27\/nevou-naquela-noite-autor-anonimo\/","title":{"rendered":"Nevou naquela noite (autor an\u00f4nimo)"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color:#008000\">Texto enviado ao blog esta semana. O autor pediu para n\u00e3o ser identificado. Agradecemos pela linda contribui\u00e7\u00e3o com comunidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#008000\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><span style=\"color:#008000\">Jos\u00e9 vivia naquela casa h\u00e1 quinze anos. Parara ali por acaso. Nada de surpreendente, apenas comodismo. A vida era tranquila. N\u00e3o tinha do que se queixar. Trabalhava h\u00e1 cinco anos na mesma f\u00e1brica. H\u00e1 tr\u00eas anos operava a mesma m\u00e1quina. Morava pr\u00f3ximo ao seu trabalho, de modo que n\u00e3o havia possibilidade de mudar seu trajeto. Se pudesse, ser\u00e1 que o faria?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><span style=\"color:#008000\">Era casado, pai de Ana e de Jo\u00e3o. Vida mais corriqueira n\u00e3o havia. Certamente amava sua fam\u00edlia. Afinal, fazia um esfor\u00e7o danado para colocar um pouco de conforto em sua casa. Tamb\u00e9m, procurava rezar todas as noites com seus filhos em frente \u00e0 imagem da Virgem. Era um momento s\u00f3 deles.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><span style=\"color:#008000\">Vinha de uma fam\u00edlia de agricultores paranaenses. L\u00e1 a vida era sofrida. Por isso, a sua maior ambi\u00e7\u00e3o era criar seus filhos da melhor forma poss\u00edvel. Queria que eles tivessem estudo para trabalhar no escrit\u00f3rio da empresa. L\u00e1 n\u00e3o sentiriam o frio das priva\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><span style=\"color:#008000\">Seus filhos estudavam e sonhavam. A menina tinha sonhos de riquezas. Enquanto o menino tinha sonhos de do\u00e7uras. Ela queria roupas de grife, companhias elegantes, frequentar lugares requintados. Ele queria um mundo. Qual? Ainda n\u00e3o sabia. Ele procurava, mas n\u00e3o encontrava. Por certo n\u00e3o era ali.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><span style=\"color:#008000\">A vida transcorria de forma exata. O sal\u00e1rio era o mesmo. Os dias eram iguais. As quatro esta\u00e7\u00f5es eram definidas. Era \u00e9poca de inverno.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><span style=\"color:#008000\">Certa noite fazia muito frio. Completo sil\u00eancio. Tudo parou quando a neve come\u00e7ou a cair. N\u00e3o era um evento corriqueiro. Era surreal. Jo\u00e3o sentiu a presen\u00e7a de Deus. Estava em \u00eaxtase. Nunca vira tanta beleza. Naqueles minutos Jo\u00e3o lembrou de tudo o que vivera at\u00e9 ali. Pai e filho se olharam. Nenhuma palavra foi dita. Mas Jos\u00e9 entendeu que algo extraordin\u00e1rio passava com seu filho. Alguns anos atr\u00e1s algo parecido aconteceu entre Jos\u00e9 e seu pai.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><span style=\"color:#008000\">Jo\u00e3o voltou a olhar a neve. De repente disse:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><span style=\"color:#008000\">&#8211; Pai, quero ser jornalista. Olha isso&#8230; \u00c9 muito lindo! Algu\u00e9m tem que escrever sobre esse dia para que ele seja registrado na Hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><span style=\"color:#008000\">&#8211; Filho, v\u00e1! \u00c9 seu sonho? V\u00e1! Estude! Onde quer que voc\u00ea esteja eu sempre estarei com voc\u00ea, viu?! Sempre!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><span style=\"color:#008000\">Sucedeu um aconchegante abra\u00e7o.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto enviado ao blog esta semana. O autor pediu para n\u00e3o ser identificado. Agradecemos pela linda contribui\u00e7\u00e3o com comunidade.\u00a0 \u00a0 Jos\u00e9 vivia naquela casa h\u00e1 quinze anos. Parara ali por acaso. Nada de surpreendente, apenas comodismo. A vida era tranquila. N\u00e3o tinha do que se queixar. Trabalhava h\u00e1 cinco anos na mesma f\u00e1brica. 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