Arquivo mensais:fevereiro 2012

Cachoeira do Rio dos Patos

Curtindo os últimos dias no FRAI explorando a cachoeira do Rio dos Patos em Lebon Régis na grande Fraiburgo. Uma das mais espetaculares experiências até o momento…

Consultores do Lá no Frai aproveitando o momento depois de tanta pesquisa em mapas, internet, google earth 🙂 – By Heliandro José de Freitas

Sobre a experiência:

  • Ela é mais compartimentada das cachoeiras que já conheci, sendo possível caminhar e sentar com segurança em vários pontos. 
  • É possível escalar ela com facilidade, mas sempre tomando cuidado.
  • As pedras são ásperas, em geral, porque as plantinhas que estão grudadas nela são plantas do tipo Tchô que não se acadelam nem com o água e o frio.
  • Parece haver uma área interessante acampar na lateral encima antes de descer a trilha.
  • Do outro lado da pinguela é possível ir até outro conjunto de cachoeiras (ainda não tenho fotos).
  • Estava pensando comigo porque aquilo ainda não tinha sido vítima da busca por eletricidade, porém logo depois de caminhar por trás das árvores avistei a construção da usina com uma tubulação gigante e que inevitavelmente vai alterar seus existência para sempre. (Ver os comentários do post)
  • Este lugar deveria ser protegido e a entrada cobrada para que fosse melhor mantido e protegido. 
  • Inconcebível é palavra que melhor descreve o ato de destruir isso tudo para ter energia elétrica e depois usá-la para assistir o faustão.
  • Toda nova experiência expande o seu conhecimento sobre si, quantas coisas deu pra aprender com a cabeça nessas águas incontroláveis?
  • Isso estava aqui a tanto tempo e agora que descobrimos se vai? (Ver os comentários do post)
  • Quantos povos já passaram por aqui e a admiraram?
  • Porque só os outros países são bonitos?
  • Quando puderem visitar tires fotos e escrevam sobre suas esperiências
  • Quando cheguei em casa parecia eu que já estava limpo e o chuveiro é que iria me sujar…

Atenção

Antes de entrar na porteira, leia as considerações sobre sua visita:

– Leve uma sacola para recolher o lixo mesmo que você não tenha o jogado (recolhemos um monte de coisas nesta expedição).
– Seja cordial com os moradores da região, você está na propriedade deles. Eles também podem dar informações preciosas sobre as belezas da região e também sobre a segurança do local.
– O espirito de cachoeira não combina com bebedeira e som alto, melhor juntar amigos e fazer um pick-frai-nick onde todos compartilham os alimentos, conhecimento e o tempo.
– Seja sempre cuidadoso e responsável com água e fogo.
– Não se pinche na água sem antes chegar a profundidade e sobre tudo a existência de galhos submersos.
– Compartilhe essas informações apenas com pessoas que consigam entender o que foi escrito acima… 

Localização

Ela fica no Rio dos Patos a cerca de 6 km do trevo de Lembon Regis sentido Caçador. Para chegar lá você precisa calcular mais ou menos 4 km do trevo então haverá duas entradas de estrada de chão em cada lado da pista, entre na da esquerda. Depois são 2 km de estrada de chão até uma porteira grande de madeira. Copie e cole estas coordenadas no maps.google.com (-26.916292,-50.741367).

A questão religiosa do Frai / The religion in Fraiburgo

Um tanto impressionado com a pressão religiosa em Fraiburgo…talvez porque em outras cidades ou países em que estive nos últimos anos, as pessoas não tenham o mesmo tempo livre pra ficar caracterizando (classificando) e puxando uns aos outros só pra conversar sobre isso. Assim como acontece com o cheiro da Facelpa (fábrica de papel), quem respira isso o tempo todo não percebe mas outros de fora sim. Espero que no futuro ainda seja possível passear pela cidade, tirar fotos e apreciar aquilo feito por Deus antes que as religiões existissem e começam delimitar o que é certo ou errado. Espero que Fraiburgo continue livre para que possamos curtir o que construído por mãos de Católicos, Luteranos, Espiritas, Ateus, Agnósticos, Michel Telonistas, Corinthianos, Gremistas, Colorados e X-com-bolinha. Se a globalização é algo irreversível é melhor a gente ir se acostumando com pontos de vista diferentes, línguas diferentes porque o mundo é grande e amplamente diverso…

Somewhat impressed by the religious pressure in Fraiburgo… maybe it ‘s because in the other cities or countries where I have been to it seems that people didn’t have enough time characterize one to another and keep talking non-stop about god. In the city we have a paper production industry that polutes the air bringing about a bad smell and those who breathe it all the time do not feel but the visitor do notice it sometiemes and the religious case is the same as this. I hope that in the future it will still be possible to wander around the city, take pictures and enjoy what has been made by God before any religion and what has been built by the hands of Catholics, Lutherans, Spiritualists, Atheists, Agnostics. If globalization is irreversible, that is something we’d better get used to different viewpoints because the world is large and widely diverse…

A cachoeira escondida

Então piazada, muitas pessoas estavam ansiosas em saber mais sobre a tal cachoeira escondida de Fraiburgo. Pois é, eu também estava e finalmente, no carnaval, pude conhecê-la ao vivo e agora é hora de escrever alguma coisa. Essa cachoeira não tinha nome e como quase ninguém sabia de sua existência (exceto os donos do terreno e pessoas muito próximas), então resolvi chamá-la  de “A cachoeira escondida”. As primeiras notícias que tive de lá foram da Iole Dahmer e Gabriel Cardoso.

Mas porque quase ninguém a conhecia? Porque as coisas se escondem da gente?

Acredito que nunca houve interesse. Também, e a percepção humana é muito restrita ao que queremos enxergar e então surgem os “blind spots” “pontos cegos” no nosso conhecimento. Por exemplo: se você gosta de um tenis “Nike” e vai dar uma volta no lago é provável que você encontrará ou pelo menos vai perceber esse tipo de calçado sendo usado por outras pessoas ao passo que os outros 99,999% das coisas do seu campo de visão estarão anuladas e assim por diante para quase tudo, inclusive para os erros de português desse blog. Nesse sentido, quando viajo pelo Brasil sinto que no geral tem muita gente que está desconectada da vida real principalmente e não exclusivamente pela TV a qual mostra tudo aquilo que você quase não precisa saber pois não fazem parte da sua vida. Ex. BBB, assaltos no interior do maranhão com pistolas da cor preta de calibre X com bolinhas e etc. De fato, Brasil é muito carente por informação útil. Alguns filósofos estão até pesquisando porque há tanto interesse do público em matérias onde se vê a própria destruição e degradação humana. Será que a vida está boa de mais e precisa de algo para equilibrar? Por outro lado há tantas outras coisas para se descobrir ao nosso redor virtudes a desenvolver. Dessas coisas poderíamos desenvolver o turismo, melhorar a edução dos jovens e até tomarmos decisões menos impactantes no meio ambiente. As possibilidades são inúmeras mas tudo vai depender do foco…Essas coisas de que estou falando vem dos estudos gestão do conhecimento e do mergulho cultural que fiz na Holanda o qual todos querem saber o que um Tchô de Fraiburgo foi fazer lá…espero escrever isso em breve. Vamos voltar ao caso da cachoeira.

Consideração sobre as visitas as cachoeiras do Frai…

– Leve uma sacola para recolher o lixo mesmo que você não tenha o jogado.
– Seja cordial com os moradores da região, você está na propriedade deles. Eles também podem dar informações preciosas sobre as belezas da região e também sobre a segurança do local.
– O espirito de cachoeira não combina com bebedeira e som alto, melhor juntar amigos e fazer um pick-frai-nick onde todos compartilham os alimentos, conhecimento e o tempo.
– Seja sempre cuidadoso e responsável com água e fogo.
– As prefeitura do Frai e as cidades vizinhas da Rota da Amizade poderiam criar a “Rota das Cachoeiras” colocando as sinalizações, ajudando também na fiscalização e proteção dos rios. Se os turistas ficam em média 2 dias em Fraiburgo, segundo a SANTUR, com as cachoeiras poderiam ficar mais 2 ou 3. A função de todo governo é avaliar os pontos fracos e fortes da região e providenciar infra-estrutura.
– Só repasse as informações da cachoeira para pessoas que consigam entender o que foi escrito acima… 


Como chegar na cachoeira escondida?

Na Liberata ir em direção a “Frei Rogerio” quando chegar numa a bifurcação com a placa de Frei Rogério entrar a esquerda e mais pra frente perguntar pela comunidade Santa Luzia. Na comunidade perguntar pela ponte do Zanela. A cachoeira esta logo abaixo.

Bom piazada, era isso. Aproveitem para conhecer as cachoeiras ainda em vida que existem perto de vocês em Santa Catarina, Paraná e etc… pois muitas estão sendo extintas pelas centenas de usinas de pequeno porte feitas para que possamos ter energia sem que diminuamos nossos hábitos…

Boa noite Fraiburgo

Com o fim do horário de verão a rotina deve mudar um pouco e o estado de espirito dos Fraiburguense também. Segue a foto e comentários da consultora de assuntos Lá no Fraísticos – Iole Dahmer.

23fev12 as 20:19…Obrigada por mais este dia e que nossos sonhos sejam singelos e que nosso coração cada dia mais fraterno…Boa noite Fraiburgo …boa noite aos de longe tbm!

By Iole Dahmer

Lá no Frai é assado…

O que as pessoas comem em Fraiburgo?
Em uma região onde os vegetarianos foram praticamente extintos, um dos pratos principais do domingo com aniversariantes pode ser um “costelão”.  As fotos abaixo foram tiradas em “Anta Gorda” distrito paradisíaco de Videira na região da grande Fraiburgo. Os principais ingredientes deste evento culinário ausente de nutricionais são:  costela com injeções de coca-cola, salsicha de porco e frango,  farinha de mandioca abundante, maionese salada, pão, salada etc…Para que estão fora do Brasil eu sei que isso é torturante mas o Brasil é isso, uma terra de abundância que nos deu todos os valores alimentícios que ficam em nossa psique para o resto de nossa existência…

Mas home do céu…/ Marvelous…

Quando o Fraiburguense fala “Mas home do céu” ele se refere a alguma coisa fora do padrão ou surpriendente. A foto abaixo expressa um pouco do sentido dessa frase. Foi realmente muita sorte estar com a máquina preparada no lugar e no momento certo. Também seria um pecado não poder compartilhar esse presente do homem do céu com vocês…Só no Frai mesmo!

A foto tirada na frente da Farmácia “Essência” ao lado do posto de saúde, próximo ao Lago das Araucárias no dia 15 de Janeiro 2012.

Mas home do céu…

Frio e Calor no Frai

Amanhecer em Fraiburgo com temperaturas abaixo de zero é alucinógeno. Ainda não consegui encontrar o autor desta foto. Mas parabéns pelo empenho. Uma excelente foto para mostrar que existe um Brasil subtropical é frio de verdade. Antagonicamente, está a foto tirada alguns anos depois no verão de 2012, onde apesar da seca as árvores estão mais coloridas e o lago precisando de água :). Pode se jogar o jogo dos 7 erros, mas acredito que tenham bem mais 🙂 (se gostar compartilhe ou deixe seu comentário)…

Lago das araucárias inverno 2004 aproximadamente

Lago das araucárias verão 2012

A diplomacia tchozina – negociação em Fraiburguês

Neste episódio, ocorrido lá no Frai em algum tempo não muito distante, vemos com clareza a natureza sendo desafiada por um Tchô destemido e valente. Seu provável nome “Alcides” mas que atende por “Arcide”.

Seu objetivo

Atravessar o rio mansinho a todo custo pois a honra é a mãe de todas as conquistas…

Seu lema:

Eu vô passa alí nem que eu caia lá pra baixo“.

Contexto

Chuva forte no Frai com transbordamento do rio mansinho. O perigo era grande e a imprevisibilidade também. Poucos são os Fraiburguenses que já viram o “rio mansinho” tão agressivo como neste dia. 

Resultado

Graças as habilidades diplomáticas e agilidade linguísticas do autor do vídeo, uma vida Fraibuguense foi economizada e a lei de Darwin contrariada. Parabéns ao Marcos pelo sucesso na negociação e obrigado por compartilhar esse retrato visual típico do ser Fraiburguense e do sotaque Fraiburguês (pegou até os tradicionais “Curicacas”). Não temos dúvida de que se outro dialeto fosse usado, o desfecho da história seria outro. Talvez o Arcide não se acadelaria e teria que ser resgatado pelos bombeiros lá pra baixo. Vai saber…

Segue o vídeo e a tomada de decisão gerencial tomada no minuto 3.15 hehehe.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=HuVR2W7krg0]

Mas de que jeitOO? – entonação na letra “O” e o “J” bem pronunciado. Boca em formato de sorriso tímido.

Tá bem loco para passá! = Estar com uma vontade acima da média de passar o rio! 

Daonde = De onde

O mais perigoso é a correnteza que tem ali – Nós também achamos seja isso.

Home – A palavra no final de várias sentenças para a conversa viva.

Mas dadepassá = É possível fazer a travessia.

Mas eu me tacava já na água ai home = Eu já estava em vias de entrar na água só não fui porque você me interrompeu “eu sou muito valente e você sabe bem disso e quero que as coisas fiquem bem claras entre a gente”

“Bamo conóis” = Vem com a gente.

“Vo botá na InternetÊ”   = Internet – Mesmo padrão de “CamionetÊ, kitinetTÊ, patinetÊ e etc”

“Capaes? “ = Sério?