Arquivo mensais:maio 2012

Maçãs mais importantes do mundo

Negadinha do butiá, segue o resultado do trabalho colaborativo voluntário Fraiburguense com a participação ideológica da artista Tchozinha Jaqueline Cunha contribuindo lá de Joinville. A nossa maçã ficou bonitinha né? A foto do “orelhão” é o lá do Hotel Fraiburgo, que fica do lado da Água Viva escola de natação e loja de conveniência. E tem a Neca, auxiliar de serviços gerais, que sempre tem um cuidado especial com a limpeza dele (patrimônio histórico Fraiburguênse).

Farmácia essência

Piazada, hora da apresentação nacional e internacional da Farmácia da Essência dos Tchô de Fraiburgo, conhecida também como Farmácia Essência ou Farmácia do Marquinhos, a qual é a primeira a oferecer serviços de tradução de bula em tempo real do linguajar técnico farmacêutico para o Fraiburguês e receitas de remédio do Fraiburguês com letra de médico para Fraiburguês falado. Tá, mas isso faz muita diferença no meu tratamento? Eu vou contar uma história curta mas dramática desse problema de comunicação interpessoal e da saúde pessoal dos tchô.. 

  Certa vez o tchozinho do Frai resolveu jogar bola com os estudantes internacionais na universidade lá na Holanda. Só que tem um problema, quando o assunto é o futebol, é muito chato e até perigoso ser brasileiro. Eu nunca tinha jogado com aquela piazada lá e quando a bola parava no meu pé, mesmo que sem querer, o pessoal me olhava como se fosse um gênio da lampada e o time adversário vinha direto na canela, carrão, paleta, lombo, ante-braço, zóio e etc. Resultado, perna dum lado, joelho do outro e Tchozinho estaquiado se esperniando no chão. Isso é uma pena por dois motivos, primeiro você pode se machucar feio mesmo estando ali só pra brincar,  segundo não importa o quanto você se esforce nos estudos e projetos ou o que for, o Brasileiro só é reconhecido no exterior pelo maldito futebol…Enfim, atorando um poco a história, fui parar no hospital com o joeio em lasca e esgualepado e os atendentes lá não falavam quase nada de inglês, escutar o que eles falavam tecnicamente em holandês era a mesma coisa que ouvir o pato Donald falando chinês, não dava pra entender nada, que aflição, nínguem pra me acudi, zulivree e que dor tchô! Dai me pergunta, o que tá acontecendo com meu joeio? De certo que se tivessem me dito – O piá o teu joeio tá debuiado, não adianta tentá espichá que não vai e tamém cuidado pra não da uma guinada de vereda….blablabla Despois disso, apesar da dor, eu estaria bem mais tranquilo. Moral da história, o papel do bom profissional da saúde é conhecer profundamente o problema e falar isso na língua do tchô que ele atende…

Concluindo, onde que fica essa farmácia em estilo neo-clássico-pos-moderno-bauhaus-Fraiburguense e que entende o que eu digo e fala o que eu escuito ou perciso? Fácil, fica quase na verada do Lago das Araucárias perto do posto de Saúde. Boa sorte tchozinhos e tchozinhas, melhoras no tratamento do que quer que seja e não deixe de consultar o médico antes (importante que falem sua língua tamém) :).

Aula 28 – Verbo “Acarcar” desmonstração de uso

Tá ai mais um verbo de peso da comunicação interpessoal Fraiburguense, o verbo “acarcar”, o qual é passado de geração após geração ao longo dos séculos!

Valeu pessoal, espero que tenham gostado da aula, um abraço abraço acarcado para todos! Se curtir acarque o botão “curtir na direita.

Os chorões do lago…

Homenagem aos 3 chorões do lago das araucárias que ninguém da muita bola mas estão ali sempre chorandinho :). Para eles, aqui vão os 3 principais verbos imperativos do dialeto Fraiburguês Teje, Veje, Seje. Ex. Piá, veje se pode vir cagente. Teje pronto as 9 e não seje bobo de atrazá…Outro verbos importantes, mas de menor expressividade seriam, se arranque daqui, se ligue, se bobieiê, comparta e etc…

Clique na foto e veje ela em tamanho graudo!

O lago encantado

Essa foi uma das primeiras impressões registradas da cidade depois do tempo de Holanda (14/09/2010). Eu já não lembrava mais como era o lago a noite, suas cores, luzes e formas…Para todos aqueles acabam enfrentando a diáspora Fraiburguense, uma das melhores coisas é poder voltar para essa terrinha e ver ela que está cada dia mais bonita e bem cuidada… Quantas pessoas nunca mais puderam voltar para suas origens por motivos de guerras? O Brasil é uma terra abençoada…

 Para mais fotos e informações do lago clique aqui

Lago das Araucárias 

Lei nova e os tchô de São Joaquim

Atenção – Esse post é só pro os tchô que pagam imposto…

Antes de começar a pensar na rivalidade entre Fraiburgo e São Joaquim, já digo que não tem nada haver com isso. Vou falar de uma coisa muito mais importante, que é a força dos tchô na fiscalização da administração pública levando em consideração o exemplo dos tchô de São Joaquim.

Dia 10 de maio fui no IV seminário Catarinense sobre transparência pública que aconteceu lá no Hotel Renar. Neste evento vieram tchôs de Brasília, Florianópolis, São José, Brusque e cidades da região para compartilhar suas experiências em relação ao novo patamar de acesso a informação advindo da recente lei de acesso a informação número 12.527 de 18 de novembro de 2011 que entrou em vigor ontem dia 16 de maio de 2012. De forma bem resumida, essa lei vai contribuir com a sociedade Brasileira brutalmente, pois ela vai  permitir que todos tchôs do Brasil possam ficar de butuca na destinação do dinheiro público. Deu boa né? Atualmente a gente só sabe que o dinheiro sai, mas pra onde vai é um mistério medonho.

No caso de São Joaquim, apresentado no evento, eles realizaram uma campanha na cidade para reverter a aprovação do aumento do número de vereadores na cidade, algo que não aconteceu no Frai e nem na grande maioria das cidades Brasileiras. Lá eles não concordaram com a aprovação da lei principalmente por ter sido votada na surdina quando a piazada não poderia prestar muita atenção. Dai vem as perguntas: o que os tchô de lá tem que o Frai não tem? O que eles fizeram? Buscaram informação, ficaram junto  se movimentaram para protestar contra os argumentos dos vereadores.

Abaixo está uma conversa imaginária entre os vereadores e os tchozinhos São Joaquinenses… 

– Veja bem… Resposta:  Seje bobo…

– Viu, o tchô, mas veje bem…   Resposta: Não perciso te tira dai no soco, vote tirá no voto!

– A verdade é a seguinte, óie bem… Resposta: A verdade é a seguinte, óie bem você, se enchergue loco!!!

Resultado, a população votou pela redução do número de vereadores mesmo indo contra o ensejo de todos os vereadores e até da OAB. Parabéns para os Tchôs de São Joaquim por entenderem que o dinheiro público pode e deve ser melhor aplicado caso contrário, o pau pega.

Tá mas e dai tchô, o que isso tem haver com o Frai? Na visão do  lá no frai, a piazada vai pouco a pouco começar a se beneficiar dessa nova lei acesso a informação pública para ficar negaciando (olhar com foco absoluto) o destino do seu dinheiro o qual foi conseguido com muita peleia dos invernos do Frai e doados ao governo. Como resultado as coisas públicas começarão a ser entendidas em Fraiburguês como “coisas de tudo nóis”  e não mais como “coisas de ninguém”.

Viu, mas esse negócio que eles tão coisiando vai ser fácil da gente aprendê?

No início não muito, mas logo logo os processos fiscalização vão ficam mais acessíveis ao público e com o uso de sistemas de informação, cruzamento de dados e redes sociais, em breve os tchozinhos e tchozinhas vão ficar tão mitidos que vai te piazada trepada até no topo do chaminé do Frai (virtual) só de butuca no que acontece na cidade inteira. Fraiburgo e o Brasil vão ganhar com isso de forma proporcionalmente tão grande e indireta como o que já perdemos nos últimas décadas. Já pesou usar toda a habilidade de coerção social (forcejamento) e vigilância do qual as pessoas, principalmente em cidades pequenas, usam umas contra as outras só que para controlar o setor público? Pois é tchô, são leis assim que farão o futuro do Brasil finalmente espelhar sua grandeza 🙂

Mais informações sobre a lei http://www.cgu.gov.br/acessoainformacaogov/



Agradecimento

Agradeço cordialmente a pessoa ou as pessoas anônimas de bom coração que me enviaram essas lindas flores no dia 9… Acredito que não seja um costume dos tchôs de Fraiburgo recebê-las, mas como primeira experiência está aprovado. Imagino as flores como a representação mais simples e bonita de efemeridade e evanescência de nossas vidas… Muito obrigado mesmo!