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7 fatos conhecidos por quem se criou no Lá no Frai

Para quem é do interior, e claro, das proximidades da Fraiburgo central, há uma grande chance de que os itens abaixo façam parte de suas cognições e sinapses mentais mais profundas! Sabe porquê? Porque “Lá no Frai é assim”

#01. Leite de caixinha? Zulivre tchô, leite quentinho direto da teta da vaca.

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#02. “Vai lá cata uns milho verde pra mãe”.

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#03. Que tar um mergulho no milho

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#04. Pra nadar no açude do vizinho, só passando pela cerca elétrica tchô!

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#05. “A mãe disse pra não fazê ‘locuragem’ no açude”

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#06. O pai e a mãe se bandiaram pro centro “hora de dar uma vortiada” de trator.

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#07. Outras coisas constantemente aprovadas pelo Tchô Quenorris.

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Joaçaba a Nova York Tchozina

Também conhecida com a capital do meio oeste, Joaçaba é uma cidade interessante em vários aspectos, não apenas por estar geograficamente localizada próxima a tríade Tchozina (Fraiburgo, Videira e Caçador) é uma cidade que chama a atenção por várias coisas, é praticamente a Nova York Tchozina, com modelo de desenvolvimento econômico bastante interessante. A expedição foi bem curta, mas foi o suficiente para gerar alguns textos e ideias das quais relato abaixo.

Quando você chega na cidade, já vê (logo de cara) o senhor Frei Bruno que vê você também. Ele é representado por uma estátua gigante, num ponto central com vista para todos os barrancos da cidade, que é onde tudo acontece. Até onde eu ouvi dizer, esse tchô era capaz de estar em dois lugares ao mesmo tempo. Me questiono do porquê que há uma estátua! Poderiam fazer duas interligadas por uma tirolesa. Ia ser massa! Eu voltaria pra visitar! A cidade não tem muito espaço então, existem muitos prédios, alguns em cima do morro são praticamente arranha-céus. Não duvido que da altura do rio até o topo deles não seja mais alto do que os prédios de Nova York.

A cidade parece uma ilha e é uma aventura chegar lá. Não basta vencer apenas os morros, você também precisa atravessar os rios por pontes bem altas sobre os rios do Peixe e do Tigre. Você pode também chegar lá de caiaque, abrir trilhas em mata fechada e enfrentar alguns bichos selvagens como onças, jaguatiricas, lobos guarás e porcos do mato. Uma outra forma, embora um pouco mais perigosa e aventureira de chegar, é pegando a estrada que interliga as cidades da região meio oeste. Sim, isso é uma crítica. É lamentável o descaso do governo estadual com os galeritchos de toda a região que com certeza pagaram seus impostos.

A catedral no centro da cidade é muito bonita e imponente vale a pena a visita. Queríamos subir na torre, pra dar uma negaciada lá de cima, mas acho que é proibido. Pensamos em escalar, mas aí já seria muito empenho. Fica pra próxima!

Agora falando da economia, apesar da cidade ser bem pequena, ela parece ser o dínamo econômico da região, um lugar onde os negócios são feitos e os trabalhos de maior valor agregado acontecem nas universidades, centros médicos e algumas indústrias. Esse é o foco, o que está fora disso é repassado as cidades vizinhas. Por exemplo se você quiser algo relacionado a turismo então eles recomendam que você a Treze Tílhas, se você quer um dormitório para no outro dia trabalhar em Joaçaba, a recomendação é Herval do Oeste (do outro lado do rio) Desculpa gente, esse foi um bullying regional que ouvi lá, estou apenas reproduzindo heeheh. Além disso se quiser desconectar do mundo e ir para um lugar mais tranquilo pode ir a Lacerdópolis, também conhecida por “LACER”, bem mais chique. Olha só uma das cachoeiras que encontramos. Outro lugar legal aproveitamos para visitar foi o morro agudo em Tangará. O por do sol lá e imperdível, confiram as fotos. Em resumo, acredito que é um modelo de Joaçaba é interessante, mas difícil de ser replicável.

Com relação ao povo dessa terra, o que posso dizer é que a influência cultural sobretudo italiana e alemã pode ser sentida tanto na aparência e sotaque do pessoal como também na visão de mundo. O nível de vida dos habitantes é muito alto, talvez seja um dos melhores da América latina, porém há casos berrantes de desigualdade social, mas isso é coisa que está no DNA do país. Notei há um senso crítico maior com relação aos problemas da região do que o pessoal de Fraiburgo. A galera do Frai é mais do deixa assim que tá bão já! Acredito também que coerção social (pressão) por status, imagem, sobrenome e etc é maior do que lá Frai. Por exemplo, se a família construiu uma reputação gigante durante 50 anos na cidade e você, como representante da família, sair de chinelo de dedo na rua vai tudo por agua abaixo com o rio do peixe. Isso é minha impressão, talvez morando um tempo lá eu mudaria totalmente minha opinião.

Finalizando, descobri que na estação de trem de Herval do Oeste teve uma piazada que criou um novo idioma totalmente artificial chamado Hervalês o qual mistura o ucraniano, polonês, português, italiano e outras línguas, interessante neh? Ainda existem algumas pessoas que falam…O Fato é tão interessante que vai virar filme, neste link há mais informações – http://www.diariodovalesc.com.br/noticias.php?id=850

Por hora é isso até a próxima expedição tchozedinhos!

 

Tchô 5 anos sem TV

Tchozinhos(as) essa semana publiquei esse pequeno texto pessoal sobre a vida sem televisão misturando um pouco das experiências de vida tchozina na Inglaterra entre os anos de 2006 e 2007. E ai você pergunta, o que isso tem haver com Fraiburgo para estar aqui no blog? A resposta é simples, sem a exposição à cultura britânica e a ajuda de várias pessoas por lá, é possível que este trabalho nunca existisse, pois ele é um das formas de retribuição aos conhecimentos que me foram concedidos por eles. Até quando vai essa dívida moral eu não sei (promessas e gratidão não podem ser contabilizados), mas a vida dirá. Enquanto isso vamos tocando ficha tchô! Tem muita coisa guardada ainda pra contextualizar e compartilhar, só falta tempo mesmo.

Esta semana completo 5 anos sem TV brasileira na minha vida. O que era um desafio se tornou uma opção de vida. Nas primeiras tentativas, lembro bem que me sentia perdido e excluído por não estar por dentro das coisas, tanto que falhei nas primeiras vezes. Hoje me pergunto, o que é dentro e que é fora? Sou obrigado a saber isso antes de tudo para então saber onde estou, antes eu não tinha essa noção. Quando morava em Londres, conversei com um veterano de guerra sobre fama e ele me perguntou: Continue lendo