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O que significa tchô e tchozinho?

Olá tchozinhos(as),

Fazem alguns anos que o termo tchozinho e tchozinha foi criado e no artigo de hoje vou descrever sua origem e significados da maneira mais didática possível.

Definições

Tchô(a) – Adjetivo ou Substantivo da língua portuguesa moderna usada como vocábulo na região central de Santa Catarina com exceção de Curitibanos, lá eles falam “o Teu”. São muito estranhos!

Origem

A origem do vocábulo está alicerçada nos pilares da cultura tchozina, cultura essa que é específica da região do contestado e que tem o sotaque vinculado ao interior do Paraná na área do dialeto oficial “Dialeto Sulista” (Mais informações sobre este dialeto neste link oficial) .

O Dialeto sulista e tchozino se difere do sotaque gaúcho de diversas formas e é tradicionalmente confundido por pessoas de outras regiões do país e até pelo litoral de Santa Catarina.

Uma das diferenças mais marcantes é a pronúncia da letra R de forma mais turbinada e aspirada no centro da garganta e sem a vibração final da língua contra os dentes. Algo similar ao “R” do Interiorrr de São Paulo. Mais informações neste artigo “Mapa dialetal de Santa Catarina

A palavra tchô, de Tchô Quenorris! é uma derivação da palavra espanhola “Che” de “Che Guevara”. Outras derivações ou palavras irmãs são: o “Tché” do dialeto gaúcho e “tchó” com o “O” aberto do dialeto do extremo oeste de Santa Catarina conhecido como “le gringonês Italianus”.

Exemplos didáticos

O termo tchô, apresenta uma desenvoltura semântica mais livre que o permite ser usado tanto como adjetivo, indicando um tipo de pessoa desconhecida ou como um substantivo. Mas atenção, não é oficialmente permitido usar o plural, soa estranho e e estrangeiro fazer isso.

Vamos estudar alguns exemplos

Diferentemente do Tché que é apenas adjetivo e não permite a substantivação como no exemplo:

“Filho venha aqui, tem dois tchês que querem falar contigo”

Tchô permite ser utilizada como adjetivo e substantivo.

Tchô como adjetivo:

Ex. 1:

“Era um cara bem tchô mesmo, alí de Caçador, vivia de moto pra lá e pra cá sem capacete ali em Rio Das Antas e as vezes se bandiava até Videira, era meio loco mas gente boa até, as vezes jogava bola lá na arte ca piazada tudo”

Ex. 2:

“Esse é de São Paulo, aquele lá é do Rio de Janeiro, aqueles quatro lá no final são tudo tchô, um de Fraiburgo de Videira e um de Joaçaba. O outro lá de costa e blusa vermeia só trovando não sei direito da onde que é, mas é tchô tamém.”

Tchô como substantivo:

O substantivo tchô se refere normalmente a tipos de pessoas da qual sua identidade não é conhecida ou não importa muito saber, é uma forma genérica de associar uma ação à alguém que vem do desconhecido já que “Cara”, “Rapaz”, “Homem”, “Senhor”, não alcançam, de sobremaneira, a profundeza do significado que o termo carrega. O coletivo de tchôs é “tchozedo”. Outro motivo importante para a escolha da palavra tchô no dia a dia é a facilidade cognitiva para montar as frases, pois é, sem dúvida, mais fácil e prazeroso pronunciar Tchô do que investigar o indivíduo e tal.

Ex.1:

“Filho venha aqui ligero, tem dois tchô que querem falá contigo, apure ligero!”

 

Ex. 2:

“Só um tchô não da conta de empurrá o fuque pra chegá no posto, é muito empenho! Tem que forcejá muito!”

Ex. 3:

“O tchô! mas pare!  Largue mão dessa tchoa, vai lá e pegue o carro de volta e não dexe ela te batê mais de novo. Zulivre!”

Ex. 4:

“Mas quem é o tchÔ que ganhô na megasena de novo só com os número dos calibre de árma? Mas é um largo”  Obs. Largo é sortudo no dialeto.

Tchozinho(a)

A palavra Tchozinho tanto no masculino como no feminino e sem a existência de plural do pode ser livremente usada em expressões como:

“Os tchozinho do Frai se pincharam na kombi do véio e se bandiáram tudo”

A expressão foi criada aqui no blog no início de 2011 como uma criação associada ao carinhoso “manezinho da ilha” que se refere aos nativos da cultura açoriana no litoral de Santa Catarina. Não havia um paralelo na cultura tchozina. Com o tempo o termo se consolidou nas conversas da família Quenorris. Conversa entre Tchô e Tchozinho Quenorris sobre termos linguísticos

Tchô no Futebol

O tchô é um jogador de futebol, no vídeo a seguir está uma sequência dos gols mais bonitos do tchô. Só prometam que não vão rir néh tchozedo?

Tchô nos Estados Unidos

Na região norte da América há um tipo de chocolate bastante famoso chamado Tchô no vídeo a seguir está uma explicação em inglês da produção de Tchôs.

Bom tchozinhos e tchozinhas, está tudo explicado. Qualquer dúvida escrevam e não deixem de compartilhar essa riqueza local com os amigos. Ah, no natal não esqueça de compra uma caixa de tchô pros amigos(as).

Saudações tchozinas!

5 comentários catarinas sobre o país da copa (Suíça) / 5 tchozinus comments about the Would Cup country (Switzerland)

Tchozinhos e tchozinhas,  / Ladies and Gentlemen

Quando tive a oportunidade de passar um tempo na Suíça, queria expor o meu córtex tchozino naquela cultura. Queria conhecer como são as coisaradinhas de lá, aquelas que vão além dos canivetes, queijos, chocolates, relógios, bancos e tudo mais que está sempre associado as coisas boas suíças. Queria “negaciá” de perto o jeitão e o modo de pensar deles, queria saber como se dá a confusão mental das “lúitas” idiomáticas, políticas e culturais entre os estados de lá (chamados de cantões), e de onde se extraí tanta riqueza num país tão pequeno que há 100 anos atrás era pobrezito a ponto de mandar emigrantes para o Brasil. Como resultado, posso dizer que o país da copa é fantástico e abaixo explico o por quê.

When I had the opportunity to invest my time in Switzerland, what I wanted from that experience was to simply expose my cortex to what goes beyond the widely known stuff like knives, cheeses, chocolates, watches and Swiss banks. I wanted very much to grasp the swiss culture in its core. I wanted to see how is the confusion and the struggles between lingual, political, and cultural ties within the country. I wanted to better understand how this country raise and maintain so its wealth in contrast to a not so distant past, which looking back just 100 years ago the poverty expelled people to Brazil for instance. As a result, I can say that this tiny little country is fantastic and below I explain why.

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Vista de uma das trilhas nas montanhas / View from the moutains

   

01 – É um país diverso / It is a country of diversity

A Suíça é um país bem pequeno com formato de ácaro (Aquele bichinho que dizem que fica no ar condicionado mesmo!) e fica bem no centro da Europa, mais especificamente nas montanhas que separam a Europa quente (sul) da fria (norte). Ali eles integram e congregam 3 grandes universos de conhecimento, o alemão o italiano e o francês. Há pessoas que falam Romanês e quase todos falam inglês. É um país que assim como a Holanda sempre atraiu e abrigou muitos pensadores que não eram aceitos e até ameaçados em seus mundos por divergirem do pensamento comum. O país da copa, é muito bonito, lá tem montanhas, lagos, vales, florestas, campos, vacas, neve e da pra se “pinchá” em quase todos os lugares com água inclusive nos rios que ficam no meio das cidades. É uma locurage tchô! O país é diverso tanto culturalmente como  geograficamente. 

Switzerland is a tiny country that geographically looks like a mite (yes, that ones in you sofa). Its is located at the heart of Europe, dividing the warm south and the cold north. In there, they integrate and congregate (bring togheter) 3 large universes of knowledge (German, French and Italian). It is a country, in the same way as Holland, that has always attracted and sheltered many thinkers who were not accepted and even threatened in their home lands for posing serious threats to the common thought. The world cup country is beautiful with moutains, lakes, valleys, forests, green fields, cows, snow and you can jump virtually in any part where you see water, even in rivers located in the middle of the cities. From a Brazilian point of view, it is crazy.

Friburgo suíça

Friburgo em francês: Fribourg; em alemão: Freiburg- Lugar onde a língua francesa e a alemã colidem… / Fribourg the capital of the Swiss canton of Fribourg and the district of Sarine the place where the French and German languages colide…

02 – É um país chique e seguro / It is a fancy and safe country

Estava passando por um estação e havia alguns pedintes, não se se poderia chamar eles de mendigos porque se vestiam bem até e quando me pediram algo e não respondi eles trocam o idioma, porque talvez eu não fosse entender o francês ou o alemão. Pra conseguir uma vaga de mendigo ou melhor “Mindingo” tem que ter boa qualificação, se não o mercado não absorve. Além disso, uma vez pedi onde ficava tal lugar, o senhor me explicou tudo e quando pedi se o lugar era seguro ele riu e eu entendi que poderia ficar tranquilo. 

Was going through a train station and there were some beggars, no one could actually call them beggars because they dressed up well. When they asked for something and I did not answer, they promply switch the language, because maybe I would not understand French or German. To get a job as a beggar in Switzerland you have to have good qualification and language skills, if not the market will not absorb you. Moreover, once asked where was a certain place a guy responded and when I asked if the place was safe he laughed at my face and I knew I could relax it is safe.

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Môtiers – Município do Vale da Travessa  do cantão de Neuchâtel  lugar onde trabalhamos – Região francesa. – Val-de-Travers is a municipality in the district of Val-de-Travers in the canton of Neuchâtel in Switzerland

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Introdução ao Tchocobol

Então Galeritcho,

Aproveitando que já estou com a mão na massa nesse domingo, vou escrever um pouco (finalmente) sobre uma descoberta que fiz na Suíça e que incrivelmente tem muito haver com o Frai, ná época em que estive zazando por lá não tinha nem a ideia de fazer o blog, mas de alguma forma os pontos já estavam sendo ligados inconscientemente.  Um dos focos da viagem era conhecer tanto Freiburg na Alemanha como Friburg na Suíça que são relativamente próximas uma da outra. Esse post é sobre o famoso esporte chamado “tchocobol”. Não, pere pere como assim tchô? Parece bizzarro né, mas é verdade, esse esporte de origem suíça existe e é fantástico. Seu nome original é a “Tchoukball” e seguindo a descrição da wikipedia o tchocobol é um esporte coletivo indoor sem contato físico desenvolvido na década de 70 pelo biólogo suíço Dr. Hermann Brandt, com o objetivo de ser uma ferramenta para trazer paz às equipes. Este tchô criou o esporte ao perceber que vários atletas se esgualepavam na prática de atividades físicas e então decidiu, criar um esporte que não permitisse contato físico, como forma de construir uma sociedade humana viável. Incrível né galeritchôs? Nem vou falar mais nada, vou deixar os links abaixo para vocês mesmos pesquisarem  e espero que em breve tenhamos alguns times no Frai e que ele possa ser implementado nas escolas. A ideia é muito genial para ficar no anonimato, uma sociedade humanamente viável e tudo que o Brasil precisa. Abaixo é a figura que me chamou a atenção em Fribourg a qual é tanto uma cidade como um estado (cantão) na Suiça lugar onde a língua Francesa e Alemã se misturam de maneira incrível. A propósito, a cidade esta historicamente relacionada a cidade de nova Fribourgo no Rio de Janeiro, bem aquela que confunde todo mundo quando falamos que somos de Fraiburgo.  

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Propaganda do club de tchocobol escrita em alemão na cidade de Friburgo.

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Quadra de tchocobol

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Foto real para garantir que não é uma trova.

Links

Wikipedia – http://pt.wikipedia.org/wiki/Tchoukball

Disputa real que já pra ter uma noção da dinâmica do jogo – http://www.youtube.com/watch?v=oaJ1m-75m84

Matéria em português que apresenta o tchocobol no Brasil – http://www.youtube.com/watch?v=UQhrzDMhXOo

A guerra do contestado escrita no ano de 2113.

O contestado futebolístico foi um evento histórico mundial que aconteceu no Brasil em 2013. Foi caracterizado pela luta do governo brasileiro contra seus  habitantes por força do capital e influência cultural estrangeira no país. Neste conflito houve a desapropriação dos sertanejos que viviam num raio de até 15km para cada lado dos estádios da Lumber (maderera responsável pela comercialização do futebol no planeta).  A falta de informação e o fanatismo dos sertanejos provocou sérios confrontos entre os próprios caboclos e principalmente com o governo, o qual não provia nem hospitais e muito menos a parte mais importante da educação humana, o bom senso. Muitas ideias criativas foram perdidas se não totalmente extintas nesse conflito devido a altura dos gritos de gol que afogavam até os mais estudados e formadores de opinião dos sertanejos.  O conflito durou certa de 4 anos e foi um dos primeiros eventos da história mundial a apresentar a inovação do uso de gás lacrimogênio contra civis desarmados, nem facão estes usavam.

Hoje, 100 anos depois, as estradas de ferro e os estádios que causaram todo o problema não são utilizados.  Na cidade de Caçador, em Santa Catarina, foi criado o museu do contestado com os principais artigos da guerra, incluindo partes do campo e as traves utilizadas na final copa de 2014 o grande símbolo de pujança econômica da época. Fica a lembrança e as cicatrizes desse evento da historia do país junto com as lições aprendidas e a reforma dos símbolos nacionais, pois, mais uma vez se comprovou que não é possível tirar a cresça de uma nação sem colocar outra no lugar sem e machucar muita gente. 

Comunicado

Tchozinhos e tchozinhas,
Queriamos agradecer a todos pela enxurrada de acessos das últimas semanas e por nos acompanhar nessa viagem multifacetada “lá no frai” rumo a economia do conhecimento. Como acreditamos que Fraiburgo e as cidades da região não têm alternativas se não embarcar na onda das cidades inteligentes, segue um video de uma ideia tchozina desenvolvida em parceria com o Nossa Caçador visando mudanças culturais para otimização dos nossos recursos (econômicos e ambientais). Isso somente será possível o uso intensivo tecnologias de informação e consenso popular. Lamentamos profundamente algumas ideias que surgiram durante a semana nas redes sociais comentando sobre investimentos públicos (dinheiro do hospital, da escola, da estrada) em times profissionais de futebol, caso isso ocorra novamente na cidade é provável que descontinuaremos o “Lá no Frai” por falta de recursos, neste caso motivação.

Um grande abraço e ótima semana a todos.
Joni

 

[https://www.youtube.com/watch?v=YDiFDQRbE8s]

 

Parabéns – Congratulations

Parabéns a todos os torcedores que vibraram com o futebol essa semana, no evento onde foi decidido quem é o grupo de pessoas adultas que melhor sabem chutar uma bola na América latina. Parabéns também aos Suíços, Alemães, Holandêses, Americanos e Japoneses que desenvolveram e registraram novas patentes tecnológicas que garantirão a renda deles e nossas despesas nos anos vindouros 🙂 Forte Abraço! (imagem – Millor Fernandes).

This post is dedicated to all of those Brazilians and Latin Americans that devoted so much of themselves to support their football teams for free in the great competition that identify which team of adult players knows better how to kick a ball. Congratulations too the Americans, Germans, Swiss, Dutch and Japonese who registered new patents that will bring them back more earnings and for us more expenses. Sincely yours.

“Finally revealed, Brazil is not thaaaaaat big – The people out there is way too small”. Well, we are working on this. Thanks – Millor Fernandes