Arquivo mensais:outubro 2014

O processo de resignificação

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by Júlio Crestani

Esta fantástica foto não só apresenta o casamento de um jovem casal (Eduardo e Paola Ribeiro) em Fraiburgo, mas também retrata com excelência um dos processos de desenvolvimento mais importantes (pelo menos do meu ponto de vista) em todas as sociedades consideradas atualmente ricas. Este processo é o de re-significação das coisas. Então o que é isso e como funciona? 

Bem, esse é um tópico jaguara de grande para apenas um único artigo, mas para quem vem acompanhando o blog talvez seja mais fácil de digerir. Basicamente a resignificação é o processo de criação de marca, que envolve uma profunda visão imaginária e artística sobre as coisas com o objetivo de criar valores intangíveis. Esses valores podem ser atrelados a partir de diversos meios, tais como imagens, histórias, heróis, músicas, jogos, outras coisas que, literalmente, ocupa as mentes das pessoas que mais tarde servirão como base decisões reais. É importante, muito importante saber que o princípio da criação de símbolos é que estes sejam reconhecidos por todos, ou seja que haja um consenso. Se todos acham que o tênis Nike é bom, há um consenso de que é um produto de qualidade e assim por diante. 

Então, o que esse casal fez foi identificar um local na cidade que nunca ninguém jamais imaginou, ou pelo menos, jamais tomou a iniciativa de fazê-lo. Após esta imagem, o mesmo lugar nunca terá o mesmo significado, por isso se torna mais especial, mais as pessoas vão pensar sobre isso, a região será mais respeitada e valorizada. Não é à toa que o lago das Araucárias das 1001 manhãs (você achou que eu iria dizer 1001 noites né?) continuará sendo a área de maior prestígio na cidade e, consequentemente, o mais bonito e caro, por quê? Porque outros lugares não trazem em consenso o mesmo significado que ele trás, sua história, sua marca, sua unicidade e etc. Mas, quem cria estes valores? A resposta é simples, as pessoas e seus talentos colocados em ação. Ter uma idéia e não se aligeirar pra colocar em prática não resolve nada, é a mesma coisa que multiplicar 1000 vezes 0, o resultado é zero sempre. A má notícia é que, em média, menos de 2% da população é capaz de fazê-lo. Se essas intervenções criativas de valor e se esse comportamento tão precioso não forem reconhecidos essa taxa se reduz ainda mais. As regiões mais pobres que eu conheci tendem a lutar contra inciativas artísticas, culturais porque essas geram desconforto e muita mudança. 

Tchôzinhos(as), a dica é, se você tem uma idéia, um sonho, uma vontade, de um jeito de realizá-la. Se ninguém der valor, aprenda outro idioma, troque de trabalho, vá embora, busque as pessoas que entrem em consenso sua ideia e realize. Um super parabéns para esse jovem casal que criou está nova perspectiva do Frai! Nós do blog vamos sempre que possível manter o processo de mineração das pepitas de ouro da experiência humana nesta região especial do mundo. Enquanto uns destroem (como no caso do chorão), outros resignificam.

7 fatos conhecidos por quem se criou no Lá no Frai

Para quem é do interior, e claro, das proximidades da Fraiburgo central, há uma grande chance de que os itens abaixo façam parte de suas cognições e sinapses mentais mais profundas! Sabe porquê? Porque “Lá no Frai é assim”

#01. Leite de caixinha? Zulivre tchô, leite quentinho direto da teta da vaca.

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#02. “Vai lá cata uns milho verde pra mãe”.

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#03. Que tar um mergulho no milho

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#04. Pra nadar no açude do vizinho, só passando pela cerca elétrica tchô!

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#05. “A mãe disse pra não fazê ‘locuragem’ no açude”

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#06. O pai e a mãe se bandiaram pro centro “hora de dar uma vortiada” de trator.

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#07. Outras coisas constantemente aprovadas pelo Tchô Quenorris.

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Verificação de autenticidade

Nação tchozina,

Fiquem de zóio com as cidades falsas e propagandas enganosas da TV e internet. Sempre verifiquem o padrão de qualidade, se o lugar não for bonito e tranquilo, esteja certo de que não é Lá no Frai! Só conheça lugares aprovados pelo Tchô que Norris!

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