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Coma alimentar e a bardosice tchozina

O tchô exagera na mistura de pinhão com quentão, entra em coma alimentar por dois anos. Abre os zóio, é inverno e está dando uma geada jaguarenta lá fora.

O médico vem atender o paciente e avisa.

– O tchô, faz 2 anos que tá aí em coma, quer levantar?

O tchô responde:
– Viu, da pra ficar mais 5 minutos?

Descrição do Frio de Fraiburgo – FRIOBURGO

Fraiburgo é uma cidade que fica a aproximadamente 1.100 metros de “altitude”, fato este que obriga que seus habitantes tenham 1.100 metros de “atitude” para usar ao dormir no inverno jaguarinho:
– 4 cobertas de tipos variados de peso e tecido
– 2 pijamas compridos forrados
– 1 japona bem do tipo
– 2 meias de lã
– 1 gorro de lã de ovelha siberiana
– 1 cachecol de 4,5 metros
– 2 lençóis térmicos de casal (um para parte inferior e outro superior)
– 2 garrafas de refrigerante de dois litros com água quente esquentada com rabo quente.
– e 1 par de lentes de contato forrada com pele de ovelha sueca loira.

Friage em Fraiburgo

Pesquisas científicas verificaram se a pele das pessoas típicas da região tchozina (meio oeste de Santa Catarina) seria mais espessa (grossa) do que de indivíduos típicos de outras regiões do país. A especulação surge da possibilidade de haver mutações genéticas causadas pelo frio rigoroso que vive sobre essa região durante 10 meses ao ano e a capacidade da espécie de resistir às condições climáticas. Os resultados preliminares apontam apenas para diferenças no sotaque. Novas pesquisas serão elaboradas para avaliar se o sotaque influência positivamente na resistência à friage.

O Frio de Fraiburgo

É preciso dizer categoricamente e sem medo de contradições que: “O frio em Fraiburgo não é apenas uma questão de usar duas meias em cada pé ou vestir duas calças, é uma questão de multiplicar isso por 2 e ainda sair reinandinho do frio. Tamémmmm é corrê prá lagartiá no sol se espixando até a alegria de viver retornar ao esqueleto tchozino”.

Oração do “Senhor da Neve”

Texto capturado nos ecos do Facebook. Créditos ao professor e artista Renato Goetten.

Oração do “Senhor da Neve”

Obrigado “Senhor da neve” por ter nos mostrado que mesmo no inverno, pode haver poesia, pode haver beleza, pode haver magia…

Obrigado “Senhor da neve”, por ter feito de nós adultos – crianças novamente; e das crianças – crianças verdadeiramente…

Obrigado “Senhor da neve”, por ter realizado o sonho dos meus filhos, dos filhos de todos os pais, e dos pais de todos os filhos…

Perdão “Senhor da neve”. Perdão por não sermos capazes de podermos fazer com que todos os seres pudessem apreciar a sua alva doçura. Pois, para alguns ainda falta o básico, o necessário, o minimamente indispensável para que pudessem olhar o céu e enxergar a neve, e não apenas o frio – espelho do gelado coração humano.

Senhor da neve