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Carta de Tchozinho Quenorris, o apaixonado

Oi Tchozinha,
Viu, escrevo essa carta pra dizer que a vida não é só de internet aqui no Frai, a gente tamém ama por cartas até né. Essa semana eu ia te convidar pra tomar um chima lá no lago, mas aí descobri que não se cozinhar o chimarrão ainda então podemos rachar uma fanta uva com 2 canudinhos o que você acha?
Viu, já que tá aí só de zóio nas minhas  palavras de afeto e carinho eterno (não repare a letra), queria dizer tamém que não consigo dá mais nenhuma negaciadinha pro morro do Bugio sem lembrar de você minha tchozinha amada. Cada vez que te vejo na rua é um butiá que me caí do borso.
Estar apaixonado é uma sensação tão rara como viver no Frai e não ser chamado de tchô. Talvez por isso que isso seja uma coisa tão boa, pena que as vezes quando penso em você meu estômago embrulha e da uma doída bem forte num lado assim, mas depois passa. O problema é que aí o pinhão já esfriou e daí o pai me briga.
Aguardo sua resposta, até já amarrei os cachorro tudo aqui pra não pegarem o carteiro, o paí já reinou comigo por causa disso, mas a sua resposta é a coisa mais importante da minha vida agora. De verdade!
Com carinho
Tchozinho Quenorris!

Final do ano 2014

Toda vez que eu chego no Frai, a primeira coisa a fazer, depois de prioridades da família, é fazer o tradicional passeio ao redor do lago Araucárias. Esse bonitão aí das fotos abaixo. Ele fica localizado bem centro da city. Nós Fraiburguenses tchozinos sempre sentimos sua falta, não tem jeito. As fotos abaixo são de ontem dia 20 de dezembro de 2014. A decoração de Natal está muito bonita, mas ficará para outro post. O bom de estar no Frai é estar no Frai mesmo. Como a cidade está diferente, arranha céus novos em vários pontos. Patrola da praça pintada e etc.  Por hora um super feliz natal e ano novo a todos os seguidores do Lá no Frai. 

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O processo de resignificação

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by Júlio Crestani

Esta fantástica foto não só apresenta o casamento de um jovem casal (Eduardo e Paola Ribeiro) em Fraiburgo, mas também retrata com excelência um dos processos de desenvolvimento mais importantes (pelo menos do meu ponto de vista) em todas as sociedades consideradas atualmente ricas. Este processo é o de re-significação das coisas. Então o que é isso e como funciona? 

Bem, esse é um tópico jaguara de grande para apenas um único artigo, mas para quem vem acompanhando o blog talvez seja mais fácil de digerir. Basicamente a resignificação é o processo de criação de marca, que envolve uma profunda visão imaginária e artística sobre as coisas com o objetivo de criar valores intangíveis. Esses valores podem ser atrelados a partir de diversos meios, tais como imagens, histórias, heróis, músicas, jogos, outras coisas que, literalmente, ocupa as mentes das pessoas que mais tarde servirão como base decisões reais. É importante, muito importante saber que o princípio da criação de símbolos é que estes sejam reconhecidos por todos, ou seja que haja um consenso. Se todos acham que o tênis Nike é bom, há um consenso de que é um produto de qualidade e assim por diante. 

Então, o que esse casal fez foi identificar um local na cidade que nunca ninguém jamais imaginou, ou pelo menos, jamais tomou a iniciativa de fazê-lo. Após esta imagem, o mesmo lugar nunca terá o mesmo significado, por isso se torna mais especial, mais as pessoas vão pensar sobre isso, a região será mais respeitada e valorizada. Não é à toa que o lago das Araucárias das 1001 manhãs (você achou que eu iria dizer 1001 noites né?) continuará sendo a área de maior prestígio na cidade e, consequentemente, o mais bonito e caro, por quê? Porque outros lugares não trazem em consenso o mesmo significado que ele trás, sua história, sua marca, sua unicidade e etc. Mas, quem cria estes valores? A resposta é simples, as pessoas e seus talentos colocados em ação. Ter uma idéia e não se aligeirar pra colocar em prática não resolve nada, é a mesma coisa que multiplicar 1000 vezes 0, o resultado é zero sempre. A má notícia é que, em média, menos de 2% da população é capaz de fazê-lo. Se essas intervenções criativas de valor e se esse comportamento tão precioso não forem reconhecidos essa taxa se reduz ainda mais. As regiões mais pobres que eu conheci tendem a lutar contra inciativas artísticas, culturais porque essas geram desconforto e muita mudança. 

Tchôzinhos(as), a dica é, se você tem uma idéia, um sonho, uma vontade, de um jeito de realizá-la. Se ninguém der valor, aprenda outro idioma, troque de trabalho, vá embora, busque as pessoas que entrem em consenso sua ideia e realize. Um super parabéns para esse jovem casal que criou está nova perspectiva do Frai! Nós do blog vamos sempre que possível manter o processo de mineração das pepitas de ouro da experiência humana nesta região especial do mundo. Enquanto uns destroem (como no caso do chorão), outros resignificam.