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3 destinos inesquecíveis de viagem que mudarão sua vida!

Olá jaguaredinhos(as), muitos de vocês devem ter amigos fazendo planos de viagem e não sabem quais são os lugares mais inesquecíveis então, pensando nisso, escrevemos esse post para que vocês possam ajudá-los de forma definitiva com essa decisão. Paris e Nova York (antiga Nova Amsterdam) entraram a pouco nas pesquisa e aos poucos estão começando se tornar conhecidas, são cidades bem legais até, mas não tem lagos centrais com pés de butiá ao redor e caixas d’agua miraculosas. Uma boa semana a todos, e bem vindos Lá no Frai os novos visitantes.

lano frai paris nova york

 

 

Joaçaba a Nova York Tchozina

Também conhecida com a capital do meio oeste, Joaçaba é uma cidade interessante em vários aspectos, não apenas por estar geograficamente localizada próxima a tríade Tchozina (Fraiburgo, Videira e Caçador) é uma cidade que chama a atenção por várias coisas, é praticamente a Nova York Tchozina, com modelo de desenvolvimento econômico bastante interessante. A expedição foi bem curta, mas foi o suficiente para gerar alguns textos e ideias das quais relato abaixo.

Quando você chega na cidade, já vê (logo de cara) o senhor Frei Bruno que vê você também. Ele é representado por uma estátua gigante, num ponto central com vista para todos os barrancos da cidade, que é onde tudo acontece. Até onde eu ouvi dizer, esse tchô era capaz de estar em dois lugares ao mesmo tempo. Me questiono do porquê que há uma estátua! Poderiam fazer duas interligadas por uma tirolesa. Ia ser massa! Eu voltaria pra visitar! A cidade não tem muito espaço então, existem muitos prédios, alguns em cima do morro são praticamente arranha-céus. Não duvido que da altura do rio até o topo deles não seja mais alto do que os prédios de Nova York.

A cidade parece uma ilha e é uma aventura chegar lá. Não basta vencer apenas os morros, você também precisa atravessar os rios por pontes bem altas sobre os rios do Peixe e do Tigre. Você pode também chegar lá de caiaque, abrir trilhas em mata fechada e enfrentar alguns bichos selvagens como onças, jaguatiricas, lobos guarás e porcos do mato. Uma outra forma, embora um pouco mais perigosa e aventureira de chegar, é pegando a estrada que interliga as cidades da região meio oeste. Sim, isso é uma crítica. É lamentável o descaso do governo estadual com os galeritchos de toda a região que com certeza pagaram seus impostos.

A catedral no centro da cidade é muito bonita e imponente vale a pena a visita. Queríamos subir na torre, pra dar uma negaciada lá de cima, mas acho que é proibido. Pensamos em escalar, mas aí já seria muito empenho. Fica pra próxima!

Agora falando da economia, apesar da cidade ser bem pequena, ela parece ser o dínamo econômico da região, um lugar onde os negócios são feitos e os trabalhos de maior valor agregado acontecem nas universidades, centros médicos e algumas indústrias. Esse é o foco, o que está fora disso é repassado as cidades vizinhas. Por exemplo se você quiser algo relacionado a turismo então eles recomendam que você a Treze Tílhas, se você quer um dormitório para no outro dia trabalhar em Joaçaba, a recomendação é Herval do Oeste (do outro lado do rio) Desculpa gente, esse foi um bullying regional que ouvi lá, estou apenas reproduzindo heeheh. Além disso se quiser desconectar do mundo e ir para um lugar mais tranquilo pode ir a Lacerdópolis, também conhecida por “LACER”, bem mais chique. Olha só uma das cachoeiras que encontramos. Outro lugar legal aproveitamos para visitar foi o morro agudo em Tangará. O por do sol lá e imperdível, confiram as fotos. Em resumo, acredito que é um modelo de Joaçaba é interessante, mas difícil de ser replicável.

Com relação ao povo dessa terra, o que posso dizer é que a influência cultural sobretudo italiana e alemã pode ser sentida tanto na aparência e sotaque do pessoal como também na visão de mundo. O nível de vida dos habitantes é muito alto, talvez seja um dos melhores da América latina, porém há casos berrantes de desigualdade social, mas isso é coisa que está no DNA do país. Notei há um senso crítico maior com relação aos problemas da região do que o pessoal de Fraiburgo. A galera do Frai é mais do deixa assim que tá bão já! Acredito também que coerção social (pressão) por status, imagem, sobrenome e etc é maior do que lá Frai. Por exemplo, se a família construiu uma reputação gigante durante 50 anos na cidade e você, como representante da família, sair de chinelo de dedo na rua vai tudo por agua abaixo com o rio do peixe. Isso é minha impressão, talvez morando um tempo lá eu mudaria totalmente minha opinião.

Finalizando, descobri que na estação de trem de Herval do Oeste teve uma piazada que criou um novo idioma totalmente artificial chamado Hervalês o qual mistura o ucraniano, polonês, português, italiano e outras línguas, interessante neh? Ainda existem algumas pessoas que falam…O Fato é tão interessante que vai virar filme, neste link há mais informações – http://www.diariodovalesc.com.br/noticias.php?id=850

Por hora é isso até a próxima expedição tchozedinhos!

 

5 comentários catarinas sobre o país da copa (Suíça) / 5 tchozinus comments about the Would Cup country (Switzerland)

Tchozinhos e tchozinhas,  / Ladies and Gentlemen

Quando tive a oportunidade de passar um tempo na Suíça, queria expor o meu córtex tchozino naquela cultura. Queria conhecer como são as coisaradinhas de lá, aquelas que vão além dos canivetes, queijos, chocolates, relógios, bancos e tudo mais que está sempre associado as coisas boas suíças. Queria “negaciá” de perto o jeitão e o modo de pensar deles, queria saber como se dá a confusão mental das “lúitas” idiomáticas, políticas e culturais entre os estados de lá (chamados de cantões), e de onde se extraí tanta riqueza num país tão pequeno que há 100 anos atrás era pobrezito a ponto de mandar emigrantes para o Brasil. Como resultado, posso dizer que o país da copa é fantástico e abaixo explico o por quê.

When I had the opportunity to invest my time in Switzerland, what I wanted from that experience was to simply expose my cortex to what goes beyond the widely known stuff like knives, cheeses, chocolates, watches and Swiss banks. I wanted very much to grasp the swiss culture in its core. I wanted to see how is the confusion and the struggles between lingual, political, and cultural ties within the country. I wanted to better understand how this country raise and maintain so its wealth in contrast to a not so distant past, which looking back just 100 years ago the poverty expelled people to Brazil for instance. As a result, I can say that this tiny little country is fantastic and below I explain why.

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Vista de uma das trilhas nas montanhas / View from the moutains

   

01 – É um país diverso / It is a country of diversity

A Suíça é um país bem pequeno com formato de ácaro (Aquele bichinho que dizem que fica no ar condicionado mesmo!) e fica bem no centro da Europa, mais especificamente nas montanhas que separam a Europa quente (sul) da fria (norte). Ali eles integram e congregam 3 grandes universos de conhecimento, o alemão o italiano e o francês. Há pessoas que falam Romanês e quase todos falam inglês. É um país que assim como a Holanda sempre atraiu e abrigou muitos pensadores que não eram aceitos e até ameaçados em seus mundos por divergirem do pensamento comum. O país da copa, é muito bonito, lá tem montanhas, lagos, vales, florestas, campos, vacas, neve e da pra se “pinchá” em quase todos os lugares com água inclusive nos rios que ficam no meio das cidades. É uma locurage tchô! O país é diverso tanto culturalmente como  geograficamente. 

Switzerland is a tiny country that geographically looks like a mite (yes, that ones in you sofa). Its is located at the heart of Europe, dividing the warm south and the cold north. In there, they integrate and congregate (bring togheter) 3 large universes of knowledge (German, French and Italian). It is a country, in the same way as Holland, that has always attracted and sheltered many thinkers who were not accepted and even threatened in their home lands for posing serious threats to the common thought. The world cup country is beautiful with moutains, lakes, valleys, forests, green fields, cows, snow and you can jump virtually in any part where you see water, even in rivers located in the middle of the cities. From a Brazilian point of view, it is crazy.

Friburgo suíça

Friburgo em francês: Fribourg; em alemão: Freiburg- Lugar onde a língua francesa e a alemã colidem… / Fribourg the capital of the Swiss canton of Fribourg and the district of Sarine the place where the French and German languages colide…

02 – É um país chique e seguro / It is a fancy and safe country

Estava passando por um estação e havia alguns pedintes, não se se poderia chamar eles de mendigos porque se vestiam bem até e quando me pediram algo e não respondi eles trocam o idioma, porque talvez eu não fosse entender o francês ou o alemão. Pra conseguir uma vaga de mendigo ou melhor “Mindingo” tem que ter boa qualificação, se não o mercado não absorve. Além disso, uma vez pedi onde ficava tal lugar, o senhor me explicou tudo e quando pedi se o lugar era seguro ele riu e eu entendi que poderia ficar tranquilo. 

Was going through a train station and there were some beggars, no one could actually call them beggars because they dressed up well. When they asked for something and I did not answer, they promply switch the language, because maybe I would not understand French or German. To get a job as a beggar in Switzerland you have to have good qualification and language skills, if not the market will not absorb you. Moreover, once asked where was a certain place a guy responded and when I asked if the place was safe he laughed at my face and I knew I could relax it is safe.

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Môtiers – Município do Vale da Travessa  do cantão de Neuchâtel  lugar onde trabalhamos – Região francesa. – Val-de-Travers is a municipality in the district of Val-de-Travers in the canton of Neuchâtel in Switzerland

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Tchô 5 anos sem TV

Tchozinhos(as) essa semana publiquei esse pequeno texto pessoal sobre a vida sem televisão misturando um pouco das experiências de vida tchozina na Inglaterra entre os anos de 2006 e 2007. E ai você pergunta, o que isso tem haver com Fraiburgo para estar aqui no blog? A resposta é simples, sem a exposição à cultura britânica e a ajuda de várias pessoas por lá, é possível que este trabalho nunca existisse, pois ele é um das formas de retribuição aos conhecimentos que me foram concedidos por eles. Até quando vai essa dívida moral eu não sei (promessas e gratidão não podem ser contabilizados), mas a vida dirá. Enquanto isso vamos tocando ficha tchô! Tem muita coisa guardada ainda pra contextualizar e compartilhar, só falta tempo mesmo.

Esta semana completo 5 anos sem TV brasileira na minha vida. O que era um desafio se tornou uma opção de vida. Nas primeiras tentativas, lembro bem que me sentia perdido e excluído por não estar por dentro das coisas, tanto que falhei nas primeiras vezes. Hoje me pergunto, o que é dentro e que é fora? Sou obrigado a saber isso antes de tudo para então saber onde estou, antes eu não tinha essa noção. Quando morava em Londres, conversei com um veterano de guerra sobre fama e ele me perguntou: Continue lendo