Arquivo da categoria: Sobre a Cidade

Uma reflexão sobre as ciclofaixa do Frai

Piazada,

Fiquei muito feliz (aliás em Fraiburgo se usa “facero”) de ver algumas ciclofaixas instaladas no Frai o que é, sem dúvida, algo muito distante e a frente da grande maioria das cidades do Brasil e do mundo. O Frai sempre teve vocação para lidar com inovação, absorvendo e ajustando para si o que existe de melhor ao redor do mundo impulsionar seu desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida dos habitantes. É claro que ainda falta muita coisa, mas o primeiro passo é sempre o mais importante em qualquer projeto.

Também notei que a cidade está ficando entuiada (se entupindo) de carros e o seu eterno aspecto de cidade pacífica está mudando consideravelmente, será que para sempre? As vezes penso que, inconscientemente, os Brasileiros em geral associam o desenvolvimento ao barulho e ao entrevero, porém na nova sociedade do conhecimento (pós-moderna) as coisas mais preciosas serão o “tempo” e o “silêncio” pois sem eles não é possível refletir mais profundamente sobre problemas de maior escala e valor. Ex.Vários empresários Suíços e gestores, depois de viajar o mundo todo, estão desenvolvendo produtos para o mercado mundial numa vila no meio da montanha e cheio de vacas, é sério! Pense nisso quando abrir a lata de leite Ninho, Nescau, Neston ou o Nescafé ou então quando ouvir as expressões canivete, relógio, queijo, banco, chocolate Suíço.

Um dos grandes obstáculos para o nosso real desenvolvimento, num país de pouca tecnologia própria e muito futebol na cabeça é inverter algumas atribuições de valores gerados principalmente pela TV, lembrando que a TV gratuita não é gratuita. Então para construirmos uma infra-estrutura descente em nossas cidades, precisamos nutrir uma nova consciência sobre mobilidade urbana para que isso direcione as futuras obras públicas que interferem diretamente em nossas vidas e em nossa faceirice de viver e desenvolvimento econômico (dinheiro). Abaixo está o triangulo da mobilidade que sugere a melhor forma de priorizar o trânsito em qualquer lugar. Depois que tivermos ciclovias por todos os lados, poderíamos ter uns bondinhos elétricos cruzando o Frai levando as pessoas aos trabalho e os turistas aos pontos turísticos…

Além disso, contando um pouco da experiência de Fraiburguense vivida na Holanda, capital mundial das bicicletas, fiz a dublagem desse vídeo abaixo para que os Brasileiros e também Fraiburguenses possam refletir e aprender com os erros dos outros países pois como descrito pelo autor:

A motorização em massa mata as pessoas, as cidades e o meio ambiente.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=l1a_USVlXSE]

Mas o que poderíamos fazer de imediato? Criar estacionamentos seguros paras as bicicletas enfrente a todos os estabelecimentos comerciais, pensar sobre algum projeto de alocação de bicicletas e assim por diante. O importante é começar a discutir…Um dia a gente chega lá e de Bici!

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Lá no Frai é assim… Fraiburgo, a Place to be discovered!

O projeto nasceu em 2006 para preservar a cultura “Tchô” ou “Tchozina” e memória de Fraiburgo, abordando também temas valiosos de toda a região, de Santa Catarina e do Brasil. Hoje, o projeto que nasceu bilingue alcança milhares de leitores em varias partes do mundo. Tudo isso só é possível com a ajuda de voluntários, apoiadores e leitores como você. Quer compartilhar algo com a gente? Fale conosco!

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The project was born in 2006 to preserve the Tchô culture and memory of Fraiburgo, also covering valuable topics from the entire region, Santa Catarina, and Brazil. Today, this bilingual project reachesthousands of readers across the globe. All of this is only possible thanks to volunteers, supporters, and readers like you.

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A questão religiosa do Frai / The religion in Fraiburgo

Um tanto impressionado com a pressão religiosa em Fraiburgo…talvez porque em outras cidades ou países em que estive nos últimos anos, as pessoas não tenham o mesmo tempo livre pra ficar caracterizando (classificando) e puxando uns aos outros só pra conversar sobre isso. Assim como acontece com o cheiro da Facelpa (fábrica de papel), quem respira isso o tempo todo não percebe mas outros de fora sim. Espero que no futuro ainda seja possível passear pela cidade, tirar fotos e apreciar aquilo feito por Deus antes que as religiões existissem e começam delimitar o que é certo ou errado. Espero que Fraiburgo continue livre para que possamos curtir o que construído por mãos de Católicos, Luteranos, Espiritas, Ateus, Agnósticos, Michel Telonistas, Corinthianos, Gremistas, Colorados e X-com-bolinha. Se a globalização é algo irreversível é melhor a gente ir se acostumando com pontos de vista diferentes, línguas diferentes porque o mundo é grande e amplamente diverso…

Somewhat impressed by the religious pressure in Fraiburgo… maybe it ‘s because in the other cities or countries where I have been to it seems that people didn’t have enough time characterize one to another and keep talking non-stop about god. In the city we have a paper production industry that polutes the air bringing about a bad smell and those who breathe it all the time do not feel but the visitor do notice it sometiemes and the religious case is the same as this. I hope that in the future it will still be possible to wander around the city, take pictures and enjoy what has been made by God before any religion and what has been built by the hands of Catholics, Lutherans, Spiritualists, Atheists, Agnostics. If globalization is irreversible, that is something we’d better get used to different viewpoints because the world is large and widely diverse…

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Boa noite Fraiburgo

Com o fim do horário de verão a rotina deve mudar um pouco e o estado de espirito dos Fraiburguense também. Segue a foto e comentários da consultora de assuntos Lá no Fraísticos – Iole Dahmer.

23fev12 as 20:19…Obrigada por mais este dia e que nossos sonhos sejam singelos e que nosso coração cada dia mais fraterno…Boa noite Fraiburgo …boa noite aos de longe tbm!

By Iole Dahmer

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Mas home do céu…/ Marvelous…

Quando o Fraiburguense fala “Mas home do céu” ele se refere a alguma coisa fora do padrão ou surpriendente. A foto abaixo expressa um pouco do sentido dessa frase. Foi realmente muita sorte estar com a máquina preparada no lugar e no momento certo. Também seria um pecado não poder compartilhar esse presente do homem do céu com vocês…Só no Frai mesmo!

A foto tirada na frente da Farmácia “Essência” ao lado do posto de saúde, próximo ao Lago das Araucárias no dia 15 de Janeiro 2012.

Mas home do céu…

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Frio e Calor no Frai

Amanhecer em Fraiburgo com temperaturas abaixo de zero é alucinógeno. Ainda não consegui encontrar o autor desta foto. Mas parabéns pelo empenho. Uma excelente foto para mostrar que existe um Brasil subtropical é frio de verdade. Antagonicamente, está a foto tirada alguns anos depois no verão de 2012, onde apesar da seca as árvores estão mais coloridas e o lago precisando de água :). Pode se jogar o jogo dos 7 erros, mas acredito que tenham bem mais 🙂 (se gostar compartilhe ou deixe seu comentário)…

Lago das araucárias inverno 2004 aproximadamente
Lago das araucárias verão 2012

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Direito do lago

image

Sentado vendo as pessoas e as palavras passearem…acabei de escutar uma expressão
 bastante usada para fazer o outro caminhar mais rápido ou fazer aluma coisa mais de pressa “apure home”.

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Nossas árvores e flores

Impossível passar pelo Frai sem notar as remanescentes e imponentes araucárias e suas fieis amigas cortejantes (hortências). O que me alegra é poder vê-las ainda ao vivo e das suas grimpas fazer um fogo de chão que estrala como pipoca para sapecar o pinhão.

Araucárias e hortências do Frai

Por muito pouco nossas araucárias não foram todas extintas. Em menos de 50 anos elas foram perseguidas e aniquiladas sistematicamente num tremendo holocausto vegetal sem precedentes na nossa história. Quanto maior fosse a tora, maior era o orgulho da ignorância do homem. A americana Southern Brazil Lumber & Colonization Company era como um polvo e seus tentáculos (trilhos) penetravam no continente sugando todas as árvores e recursos naturais que poderiam ser transportados nos vagões até os portos de SP e RJ. Onde estariam essas árvores hoje? Depois da limpeza no terreno, bastava expulsar os nativos da região e vender terrenos já loteados para os europeus famintos que, no Brasil, não paravam de chegar.

Resultado,

a desabilitada estrada de ferro do planto nos custou o “despovoamento de 15 milhões de pinheiros, imbuias, cedros e perobas que se aninharam no extenso planalto de Canoinhas” Sergio Sachet – Santa Catarina 100 de história. Do gene humano que ali habitava o estrago foi incalculável. 

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Lá no Frai assim – segundo ano / La no Frai second year

Senhoras e senhores,

Bem vindos ao segundo ano do projeto “Lá no Frai é assim”, um projeto de recursos limitados que busca entender quem, quando, como e onde é Fraiburgo, uma cidade muitas vezes confundida com é Nova Friburgo (RJ), Friburg (Suíça), Freiburg (Alemanha). Fraiburgo tem sua matriz cultural bastante própria baseada na diversidade dos diferentes povos que por lá passaram, moldando assim o destino da cidade. Os seus esforços, de uma maneira ou outra, são a principal fonte de inspiração desse trabalho que tem tido a colaboração de inúmeras pessoas que, em retribuição, compartilham material ideias e curtem os posts no facebook. Tenho sempre tentado atribuir os créditos corretamente, espero não ter falhado. No Facebook foi criado um segundo e terceiro álbuns separando as questões dialetais do Fraiburguês e as demais fotos do primeiro e segundo ano. Aqui no blog as coisas continuam sendo misturadas como num grande caldeirão :). Os leitores podem acompanhar as novidades em primeira mão cadastrando seu e-mail no botão ao lado “seguir o blog”. Por hora é isso, segue a última foto de 2011 do querido “Castelinho” e seu filhote o “Castelinhoinho”.

Ladies em gentleman,

Welcome to the second year of the “La no Frai” project, Fraiburgo a place to be discovered. This is a blog that seeks to define in two language what, how, why, when, where is Fraiburgo and its people, culture and stereotypes. Fraiburgo, which is not Nova Friburgo (RJ), Friburg (Switzerland), Freiburg (Germany), not even gaucho, has its own cultural existence which is based on the different ideas and hard work of different peoples that have left their contribution to shape the destiny of the city. Their live endeavours are the main source of expiration to this project which has received loads of contributions from the readers. On facebook I have made some changes, but what matters is that all material is located here. There is a chance to receive all e-mail notification of new posts by adding your e-mail on buttom “follow the blog” next. That’s it for now. Bellow is the cute French style so called “Little castle” and its son “Little boy-castle” right next to the impotent Araucária pine trees.

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Largando mão de 2011 fazendo 50 anos

Olá amigos,

Como muitos de vocês já devem saber, o Fraiburguense padrão ao invés de parar de fazer algo ele(a) geralmente “larga mão” de fazer algo. Nesse sentido, a cidade está largando mão do ano de 2011 ao mesmo tempo em que celebra o seu aniversário de 50 anos. Fazem algumas semanas que a prefeitura vem organizando uma série de eventos, mas infelizmente não pude estar presente. Mesmo assim, gostaria de fazer uma singela contribuição a cidade, não quero dizer “homenagem” porque aqui ela tem duplo sentido.

 Primeiramente no seu sentido original, a palavra homenagem se refere a um agradecimento público em ato de gratidão por algum favor que fora prestado a alguém. Porém, aqui em Fraiburgo é sempre preciso tomar muito cuidado com o uso da expressão “fazer uma homenagem” porque ela pode ser facilmente entendida como “Fazer fiasco, cometer gafe, mandar mal, viajar na maionese, estragar alguma coisa e assim por diante” a pessoa que faz homenagem é chamada de fiasquenta e a que recebe “homenageada”. 

Para ser pragmático vamos aos exemplos do sentido Fraiburguense.

  • “Mas não me diga que os piá vão se taca lá pra fazê homenage”
  • O pai chega em casa e vê o leite derramado no chão da cozinha e logo dispara – “Quem fez essa homanage?”
  • Em uma conversa entre dois piá, um diz para o outro “viu, não acarque ai nesse botão pra não fazê homenage”.

Largando mão da parte linguística, segue as fotos de um dois símbolos da cidade a nossa querida patrola (moto-niveladora):

Patrola 

Talvez essa seja a única patrola como monumento histórico no mundo, um símbolo de progresso através da abertura de ruas e estradas em um passado distante onde até a água encanada era uma objeto de desejo das famílias. Assim, seguem algumas perguntas deve respondidas pelas próximas gerações:

  • Qual será o novo símbolo de desenvolvimento de Fraiburgo para os próximos 50 anos?
  • Teremos uma praça para lembrar a maçã assim que esta cultura for aposentada como a patrola?
  • Qual valor que atribuímos aos nossos componentes históricos e porque eles são importantes?
  • Se quisermos crescimento porque não aterramos o lago da cidade para fazer mais e mais casas? (isso era uma coisa que eu cheguei a ter medo de acontecer). Para ajudar na reflexão, queria dizer que na pracinha da patrola existem duas homenagens, a patrola em si com a placa memorial e um bar nos fundos que, com muita dificuldade, consegui excluir da foto (“quem fez essa homanage?”)

Bom pessoal, era isso. Fraiburgo chega com prosperidade ao seu primeiro cinquentenário e vamos continuar o trabalho (mesmo que remotamente) para que os próximos 50 sejam tão bonitos quanto a diversidade, a história e o jeito de Fraiburgo. Feliz aniversário Fraiburgo, o lar dos Fraiburguenses. 

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Abbey Road – UK vs Arnoldo Frey Road – BR

O dia que o Brasil bateu a economia do Reino Unido :). O que vale é o estilo… Parabéns meninas!

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