Arquivo da tag: Fraiburgo

Como era Fraiburgo em 2016?

Caros tchozinhos e tchozinhas,

Segue algumas fotos tiradas da nossa querida cidade tiradas em 2016.

Um abraço para todos!

Saludos Tchozines!

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Lá no Frai é assim… Fraiburgo, a Place to be discovered!

O projeto nasceu em 2006 para preservar a cultura “Tchô” ou “Tchozina” e memória de Fraiburgo, abordando também temas valiosos de toda a região, de Santa Catarina e do Brasil. Hoje, o projeto que nasceu bilingue alcança milhares de leitores em varias partes do mundo. Tudo isso só é possível com a ajuda de voluntários, apoiadores e leitores como você. Quer compartilhar algo com a gente? Fale conosco!

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The project was born in 2006 to preserve the Tchô culture and memory of Fraiburgo, also covering valuable topics from the entire region, Santa Catarina, and Brazil. Today, this bilingual project reachesthousands of readers across the globe. All of this is only possible thanks to volunteers, supporters, and readers like you.

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Fraiburgo na Viola para o mundo!

Caros tchozinhos(as), bão?

Faz tempo que não consigo parar para escrever umas coisaradinhas do Frai! Hoje tive a felicidade de assistir um vídeo bem topinho da viola do super professor Renato Guetten e sua amada diretamente do Frai e o Castelinho! Show né?

Aqui vai também o link do youtube official para ninguém perder nenhuma dessas peças que compõe a arte que estão fazendo diretamente da nossa amada e bela Fraiburgo, terra do frio, da maçã e da piazada talentosa!

https://www.youtube.com/user/renatogoetten/

Saudações tchozinas!

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Lá no Frai é assim… Fraiburgo, a Place to be discovered!

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Experiências que levaram a criação do Lá no Frai

Galeritchôs, no post de hoje temos uma entrevista feita no Frai em novembro de 2021.

Resumo – Linha do Tempo

Período Inicial (Infância e Formação no Brasil):

  • Nascimento: Joni Hoppen nasce em Fraiburgo, SC, Brasil.
  • Primeiros Trabalhos: Começa a trabalhar na área de informática, mexendo com contabilidade e finanças.
  • Formação Acadêmica: Conclui a graduação em Contabilidade e depois em Sistemas de Informação em Fraiburgo.
  • Decisão de Evoluir: Após terminar os estudos e trabalhar na Byte Informática, decide buscar evolução profissional fora de Fraiburgo, percebendo a necessidade de um centro maior para trabalhar com computação.
  • Dificuldades Iniciais: Enfrenta grandes dificuldades financeiras e de moradia ao se mudar para a capital para estudar e trabalhar.

Early Period (Childhood and Education in Brazil):

Busca por Oportunidades Internacionais (Metade da Graduação – Início da Carreira Internacional):

  • Identificação de Oportunidade: Durante a graduação, descobre que alunos com as maiores notas poderiam fazer mestrado em uma universidade nos EUA. Isso se torna seu grande objetivo.
  • Apoio Financeiro: Consegue a bolsa “Artigo 170” para abater o valor da universidade privada.
  • Contratempo: Apesar das notas altas, o convênio com a universidade dos EUA é cancelado, mas Joni mantém o foco nos estudos.
  • Estudo de Idiomas: Percebe que todos os alunos que conseguiram bolsas de estudo no exterior dominavam pelo menos três idiomas, com inglês fluente e certificado, e um idioma latino. Começa a estudar idiomas, pagando mensalidades por mais de cinco anos.
  • Oportunidade de Trabalho nos EUA: No último semestre da graduação, surge uma oportunidade de trabalho e estudo noturno nos EUA durante as férias da faculdade.
  • Obtenção do Visto Americano: Economiza ao máximo e, com a baixa do dólar, consegue o visto americano sem patrimônio.
  • Trabalho Voluntário nos EUA: Trabalha em um restaurante chique, interagindo com as pessoas. Além disso, dedica seu tempo livre a trabalhos voluntários (com idosos, replantio de mudas, etc.), o que considera essencial para enriquecimento pessoal e empreendedorismo, ao contrário da maioria dos outros estudantes que focavam apenas no dinheiro.
  • Serenatas nos EUA: Tem a ideia de fazer serenatas em português para casais no Dia dos Namorados (14 de fevereiro), cantando para pessoas relaxadas após as refeições. Consegue ganhar gorjetas diretamente, rendendo mais do que esperava.
  • Professor de Esqui e Análise Financeira: Trabalha em uma creche em uma montanha de esqui, onde aprende a esquiar e se torna professor de esqui para crianças. Consegue um trabalho em sua área, análise financeira, ajustando planilhas para uma empresa, mesmo com o inglês não totalmente fluente, provando o valor de seu conhecimento técnico.
  • Aperfeiçoamento do Inglês Britânico: Reconhecendo a necessidade de melhorar o inglês para uma carreira internacional, investe o dinheiro ganho em um curso de inglês britânico na Inglaterra por seis meses.
  • Moradia e Apoio na Inglaterra: Mora com uma família britânica que o apoia e o incentiva a estudar, encontrada através da igreja onde tocava piano.
  • Certificação IELTS: Obtém a certificação IELTS, um requisito fundamental para mestrados no exterior, provando sua fluência.

Search for International Opportunities (Midway Through College – Start of International Career):

  • Opportunity Identification: During college, discovers that students with the highest grades could pursue a master’s degree at a university in the U.S. This becomes his main goal.
  • Financial Support: Secures the “Artigo 170” scholarship to reduce tuition costs at the private university.
  • Setback: Despite high grades, the partnership with the U.S. university is canceled, but Joni keeps his focus on studies.
  • Language Studies: Realizes that all students who obtained scholarships abroad mastered at least three languages, with fluent and certified English plus a Latin language. Begins studying languages, paying monthly fees for over five years.
  • Work Opportunity in the U.S.: In the last semester of college, an opportunity arises to work and attend evening classes in the U.S. during college vacations.
  • Obtaining the U.S. Visa: Saves as much as possible and, with the dollar exchange rate down, secures the American visa despite not having assets.
  • Volunteer Work in the U.S.: Works at an upscale restaurant, interacting with people. Also dedicates free time to volunteer work (with the elderly, replanting seedlings, etc.), which he considers essential for personal enrichment and entrepreneurship—unlike most students who focused only on money.
  • Serenades in the U.S.: Comes up with the idea of performing serenades in Portuguese for couples on Valentine’s Day (February 14), singing for people relaxing after dinner. He receives direct tips, earning more than expected.
  • Ski Instructor and Financial Analysis: Works at a daycare on a ski mountain, learns to ski, and becomes a ski instructor for children. Later secures a job in his field—financial analysis—adjusting spreadsheets for a company, even without fully fluent English, proving the value of his technical knowledge.
  • Improvement of British English: Acknowledging the need to refine his English for an international career, invests his earnings in a six-month British English course in England.
  • Housing and Support in England: Lives with a British family who supports and encourages his studies, found through the church where he played piano.
  • IELTS Certification: Earns the IELTS certification, a fundamental requirement for master’s programs abroad, proving his fluency.

Carreira Internacional e Retorno ao Brasil (2007 – Presente):

  • Trabalho Remoto Multinacional: Retorna ao Brasil em 2007 e consegue um emprego em uma multinacional americana em Florianópolis, trabalhando remotamente, algo inovador para a época.
  • Busca por Mestrado na Holanda: Joga todos os materiais traduzidos para conseguir um mestrado na Holanda, descobrindo possibilidades de bolsas de estudo que muitos diziam ser impossíveis.
  • Encontro com a Princesa Máxima da Holanda: Em Florianópolis, entrega uma carta à Princesa Máxima (hoje Rainha), que a repassa à Embaixada.
  • Processo para o Mestrado na Holanda: A Embaixada responde, detalhando os passos: certificação de inglês, escolha de universidades, carta de propósito e envio pelo correio.
  • Bolsas de Estudo na Holanda: É aceito pelas universidades e consegue bolsas de estudo da Shell e do governo holandês, que financiam seus estudos, moradia, computador e viagens por dois anos.
  • Conclusão do Mestrado: Conclui o curso em 2010, após um projeto de quatro anos (dois de preparação e dois de estudo).
  • Valorização do Brasil: Ao retornar ao Brasil, passa a entender e valorizar muito mais o país, vendo mais oportunidades internas. Sente a necessidade de ser um “embaixador” de sua terra, Fraiburgo, ao perceber a falta de informação sobre o local quando estava no exterior.
  • Projeto “Lá no Frai”: Começa a fotografar Fraiburgo e publica as fotos no Orkut, transformando seu perfil em uma vitrine da cidade, a fim de mostrar a história e a cultura local, contrastando com as narrativas externas.
  • Fundação da L.A.V.O.Z. Latina (Holanda): Por “indignação”, co-funda uma associação de latino-americanos na Holanda para contar suas próprias histórias e desmistificar percepções errôneas sobre a América Latina. A associação, com 11-12 anos, continua ativa e patrocinada pela universidade.
  • Cochoc Cultural Reverso: Ao retornar, percebe o “choque cultural reverso” e a diferença na forma de falar e no tom em sua cidade natal.
  • Criação da Aquarela Analytics: Em Florianópolis, Joni e Marcos Santos fundam a Aquarela Analytics, com o objetivo de criar uma empresa brasileira de Inteligência Artificial com alcance mundial, inspirada na Embraer.
  • Conceito da Aquarela: O nome “Aquarela” reflete a cultura brasileira (colorida, harmoniosa) e a inovação (mistura de elementos para criar algo novo), inspirada na música de Toquinho. O pingo de tinta no castelo simboliza a capacidade de reconstruir e inovar.
  • Desenvolvimento da Aquarela: Começam como cientistas no MIDI Tecnológico (incubadora), passam por treinamentos para se tornarem empreendedores sem deixar de ser cientistas.
  • Parceria com a Embraer: A Embraer desafia os algoritmos da Aquarela, que conseguem provar sua eficácia, levando a Embraer a investir na Aquarela.
  • Foco na Indústria Brasileira: A Aquarela foca na indústria brasileira, especialmente em setores pouco assistidos por soluções de startups, como o agronegócio.
  • Casos de Sucesso: Desenvolvem algoritmos para prever a falha de equipamentos, como ar condicionado em câmaras frigoríficas, evitando prejuízos milionários para as empresas.
  • Internacionalização Futura: Pretendem internacionalizar seus serviços em breve.
  • Propósito da Aquarela: A empresa nasce de uma “indignação” pela necessidade de o Brasil ter suas próprias soluções de IA e formar profissionais, em vez de apenas comprar tecnologias estrangeiras.

International Career and Return to Brazil (2007 – Present):

  • Multinational Remote Work: Returns to Brazil in 2007 and secures a job with an American multinational in Florianópolis, working remotely—something quite innovative at the time.
  • Pursuit of a Master’s Degree in the Netherlands: Translates all necessary documents in order to apply for a master’s program in the Netherlands, discovering scholarship opportunities that many had said were impossible.
  • Meeting with Princess Máxima of the Netherlands: In Florianópolis, hands a letter directly to Princess Máxima (now Queen Máxima), who forwards it to the Embassy.
  • Application Process for the Master’s in the Netherlands: The Embassy responds, outlining the steps: English certification, selection of universities, statement of purpose, and mailing of the application.
  • Scholarships in the Netherlands: Accepted into universities and secures scholarships from Shell and the Dutch government, covering tuition, housing, computer, and travel expenses for two years.
  • Master’s Completion: Finishes the program in 2010, after a four-year journey (two years of preparation and two years of study).
  • Valuing Brazil: Upon returning to Brazil, begins to better understand and appreciate the country, recognizing more internal opportunities. Feels the need to be an “ambassador” of his homeland, Fraiburgo, realizing how little information about it was available abroad.
  • The “Lá no Frai” Project: Starts photographing Fraiburgo and posting the photos on Orkut, transforming his profile into a showcase of the city to highlight its history and culture, contrasting with external narratives.
  • Foundation of L.A.V.O.Z. Latina (Netherlands): Out of “indignation,” co-founds an association of Latin Americans in the Netherlands to tell their own stories and demystify misconceptions about Latin America. The association, still active after 11–12 years, continues to be sponsored by the university.
  • Reverse Cultural Shock: Upon returning, experiences “reverse culture shock” and notices differences in speech and tone in his hometown.
  • Creation of Aquarela Analytics: In Florianópolis, Joni and Marcos Santos found Aquarela Analytics, aiming to build a Brazilian Artificial Intelligence company with global reach, inspired by Embraer.
  • The Concept of Aquarela: The name “Aquarela” reflects Brazilian culture (colorful, harmonious) and innovation (blending elements to create something new), inspired by Toquinho’s song. The drop of paint on the castle symbolizes the ability to rebuild and innovate.
  • Development of Aquarela: They begin as scientists at MIDI Tecnológico (an incubator), undergo training to become entrepreneurs without ceasing to be scientists.
  • Partnership with Embraer: Embraer challenges Aquarela’s algorithms, which prove their effectiveness, leading Embraer to invest in the company.
  • Focus on Brazilian Industry: Aquarela focuses on Brazilian industry, especially in sectors underserved by startups, such as agribusiness.
  • Success Cases: Develop algorithms to predict equipment failures, such as air conditioners in cold storage rooms, preventing companies from facing multimillion-dollar losses.
  • Future Internationalization: Intend to internationalize their services soon.
  • Purpose of Aquarela: The company is born out of an “indignation”—the belief that Brazil must have its own AI solutions and train professionals instead of merely buying foreign technologies.

Elenco de Personagens

  • Joni Hoppen: O narrador e protagonista da história. Um brasileiro natural de Fraiburgo, SC, com 38 anos, formação em Contabilidade e Sistemas de Informação. É um empreendedor por indignação, que buscou conhecimento internacional e, ao retornar, aplicou sua experiência para criar uma empresa de inteligência artificial (Aquarela Analytics) e valorizar sua cultura. Sua jornada é marcada por resiliência, visão e um forte senso de propósito.
  • Marcos Santos: Co-fundador da Aquarela Analytics, parceiro de Joni no desenvolvimento da empresa. Compartilha a visão de criar uma empresa brasileira de IA de impacto global.
  • Princesa Máxima da Holanda (atual Rainha): Personagem-chave na jornada de Joni para o mestrado na Holanda. Ele a encontra em Florianópolis e lhe entrega uma carta, que é repassada para a Embaixada, abrindo portas para suas oportunidades de estudo no exterior.
  • Família Britânica (da Inglaterra): Uma família que acolhe Joni em sua casa na Inglaterra, encontrada por meio da igreja. Eles o apoiam e incentivam no estudo do inglês britânico, contribuindo significativamente para sua fluência e certificação.
  • Colegas Latinos (na Holanda): Amigos de Joni, especialmente da Colômbia, com quem ele se identifica na indignação sobre como os europeus contavam histórias distorcidas sobre o Brasil e a América Latina. Juntos, fundam a associação L.A.V.O.Z. Latina.
  • Embraer: Uma multinacional brasileira do setor aeronáutico, mencionada como inspiração para a criação da Aquarela Analytics. Posteriormente, a Embraer se torna uma parceira e investidora da Aquarela, validando a tecnologia da startup.

Cast of Characters

  • Joni Hoppen: The narrator and protagonist of the story. A Brazilian from Fraiburgo, SC, aged 38, with a background in Accounting and Information Systems. An entrepreneur driven by indignation, he sought international knowledge and, upon returning, applied his experience to create an artificial intelligence company (Aquarela Analytics) while also valuing his culture. His journey is marked by resilience, vision, and a strong sense of purpose.
  • Marcos Santos: Co-founder of Aquarela Analytics, Joni’s partner in developing the company. Shares the vision of building a Brazilian AI company with global impact.
  • Princess Máxima of the Netherlands (now Queen): A key figure in Joni’s path to a master’s degree in the Netherlands. He meets her in Florianópolis and hands her a letter, which she forwards to the Embassy, opening doors to international study opportunities.
  • The British Host Family (England): A family who welcomed Joni into their home in England, found through the church where he played piano. They supported and encouraged him in his studies of British English, contributing significantly to his fluency and certification.
  • Latin Colleagues (Netherlands): Joni’s friends, especially from Colombia, with whom he bonded over their indignation at how Europeans distorted stories about Brazil and Latin America. Together, they founded the L.A.V.O.Z. Latina association.
  • Embraer: A Brazilian multinational in the aerospace sector, cited as an inspiration for the creation of Aquarela Analytics. Later, Embraer became a partner and investor in Aquarela, validating the startup’s technology.

Informações sobre os entrevistadores

Se conecte conosco! 💻 Site: www.nirah.com.br 👉 Inscreva-se no Canal: https://www.youtube.com/channel/UCR7I… 📲 Instagram: @nirahconsultoria

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Lá no Frai 10 Anos/Years

Queridos Tchozinhos e Tchozinhas,

Dear Tchozinhos and Tchozinhas

Então aqui estamos, chegamos aos primeiros 10 anos do trabalho voluntário social do LánoFrai e quanta coisa aconteceu nesse tempo todo, quantas coisas foram escritas, quantas fotos tiradas e postadas?

So here we are, completing the first 10 years of the LanoFrai volunteering social project. With that said, how many things done so far? How many words have been written, how many pictures have been taken?

Um das coisas mais importantes que descobri morando fora do Brasil, foi sem dúvidas, aprender a amar, respeitar e a identificar coisas que são muito nossas e com isso valorizá-las, seja os nossos orelhões em formato de maçã, a cultura do pinhão, os butieiros na frente das casas, os butiás que jogam dos nossos borsos quando ligamos a televisão ou então nossa construções que se permitem uma liberdade total de estilo e cores (algo totalmente impensável nas europas).

One of the most important things I noticed living abroad (outside Brasil), no doubt, was learn to appreciate (love), respect and spot simple things that makes life in Brazil unique and special. For instance, have a look at this apple style telephone booth in contract to the famous British counterpart.

Negaciando só nesta foto, 4 coisas podem ser notadas e valem sem mencionadas

01 – Diferença no sorriso e faceirice do tchozinho

02 – A cor do céu do Brasil – na versão inglesa não dá para ver, mas é bem provavelmente que era nublado com garoa.

03 – As roupas sempre penduradas nos várias nas casas do Frai, isso é utilizar os recursos naturais com eficiência (nós somos um dos países com maior uso de energias renováveis do mundo).

04 – As cores das casas, no Frai ninguém admite que o vizinho use a mesma cor. Até hoje não entendo isso hehehe

Having a look at the pictures above

01 – Difference in tchozinho’s smile and happiness

02 – The color of the sky in Brazil – in the English version you can’t see it, but it is very likely that it was cloudy with drizzle.

03 – Clothes are always hanging in Frai’s various houses, that is to use natural resources efficiently (we are one of the countries with the highest use of renewable energy in the world).

04 – The colors of the houses, in Frai no one admits that the neighbor uses the same color. I still don’t understand it.


Enfim, muita coisa já foi escrita e muita coisa ainda precisa ser. Vamos seguindo. Obrigado a todos que vem acompanho esse trabalho e ajudando o Frai e o Brasil a aparecer bonito e original no mapa! Não tá morto quem peleia! Que nos próximos anos tenhamos muitos tchozinhos viajando pelo mundo e recebendo turistas com o inglês sendo uma de suas maiores e mais importantes ferramentas.

All in all, a lot has been done and much is still ahead. Let’s keep moving. Thanks to all who is following this digital work that is beautifully placing Fraiburgo and Brazil on the world’s map. Never give up!

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A igreja Luterana do Frai

Tchozinhos e tchozinhas,

Hoje fiz uma visita surpresa à comunidade da igreja luterana de Fraiburgo onde eu pude rever as várias famílias que fizeram e ainda fazem parte da miscelânea cultural da cidade. Fui muito bem recebido e foi bom matar a saudades dos presentes!

A igreja em si já é um espetáculo de arquitetura e que faz parte da história da cidade desde 1968. Em um olhar histórico (negaciada histórica), a igreja luterana teve um papel importante na colonização ajudando a fazer a ponte entre o conhecimento local tchozino araucariano e os costumes alemães. Isso em épocas sem internet e whatsapinho pra lá e pra cá. Até hoje alguns membros preservam o idioma germânico und das ist fantastisch!

Datas de inauguração e reinauguração do templo.
IGREJA LUTERANA – 1965
Renato Melo Pereira 
ao lado da ababa “FORA” e Rogerio vulgo “Pelega”

Abaixo eu coloco um vídeo que eu fiz da parte de dentro da igreja. Ela foi toda reformada, antigamente era bastante escura pela cor das madeiras. Hoje está bem clara com bastante entrada de luz e com palavras bíblicas escritas nos vitrais.

Bom galerinha era isso, Fraiburgo de um modo geral é uma cidade muito religiosa com igrejas de diversos tipos, essa é uma delas e tem muita história. Não deixem de conhecê-la e participar também dos grandes almoços comunitários que realizam lá. Se vida é curta, que seja curta em comunhão!

Mais informações

Sabrina Fernandes – (49) 8824-9770

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O Frai é uma pintura! Fraiburgo is a work of art!

Oi queridos tchozinhos e tchozinhas, bão?

Esta é a imagem desenhada do Lago das Araucárias capturada em 2012 pelo blog e transformada em desenho pela talentosa artista argentina Gladys Zarza em 2017.

This is a drawing of the Araucarias Lake, originally captured in 2012 by the blog and later transformed into an artwork by the talented Argentine artist Gladys Zarza in 2017.

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Fogão a lenha na sala de aula?

Autor: Sérgio Fritsch

G.E GONÇALVES DIAS: Muito se fala atualmente sobre a educação ou a falta dela nas crianças e adolescentes do nosso país.

Iniciei meus estudos no Gonçalves Dias em 1969 com a direção da Irmã Taís, tendo como 1ª profª foi Racilba de Freitas – no 2º ano Dona Dalva Pelliciolli e 3º ano Vanda Ramos.

Era praxe:

  • fazer fila indiana para entrar nas salas de aula e cantar o Hino Nacional.
  • Sessões Literárias eram comuns, onde os alunos podiam manifestar suas habilidades artísticas como canto, teatro, jogral, declamações etc.
  • Quando se estudava pela manhã, era comum varrer a sala de aula e limpar as carteiras para a turma da tarde.
  • A merenda era a base de Sagú com leite, Sagú com vinho, sopa de legumes e leite com achocolatado (Toda como chamava a Dona Irma Schenatto – Dona Almira e Olinda Kades),servida com muito carinho.
  • Na saída da “aula” era comum as crianças “agarrarem” a professora pelo braço e disputa-la a tapa para ver quem chegava mais perto dela.
  • Se brigávamos na escola, apanhávamos em casa, sim, essa era a regra na casa dos Fritsch e na maioria das casas.
  • Uma das coisas mais pitorescas que tinha no GD era o AQUECEDOR/LAREIRA.
  • No rigoroso inverno, era comum “tacá fogo” na lareira e antes de escrever, a professora deixava a molecada aquecer os pés e as mãos, lembrando que os sapatinhos ficavam na porta de entrada, ao lado da parede.
  • O respeito e o amor aos nossos professores era enorme, permanecendo até os dias atuais. Nossos professores eram nossos heróis, bem diferente de hoje!

Esse aquecedor está na casa do Profº Chico Costela e é um dos últimos remanescentes do GD, quando tirei a fotografia o Chico tinha “tacado” fogo nele!

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A origem do projeto Lá no Frai

Então tchozinhos(as), por que escrever um blog sobre Fraiburgo?

Certa vez, nos anos 2000, na aula de mecanografia (datilografia) do curso técnico em contabilidade na antiga FEAF, o professor Luciano (não lembro o sobrenome) trouxe um convidado da Agrícola Fraiburgo para falar sobre o futuro do trabalho. A mensagem mais importante desta aula e que me marcou para sempre foi:

“Piazada, vocês precisam dominar o inglês e espanhol porque o Brasil precisa se abrir e vocês que farão essa abertura”

Se já é difícil hoje com internet e aplicativos como o Duolingo para estudar outros idiomas, imagina naquela época que usávamos orelhões ainda.

Florianópolis

Quando terminei os estudos em Fraiburgo em 2001, me bandiei para Florianópolis onde teria mais acesso a conhecimento e talvez a internacionalização. Logicamente que passei por dificuldades duplo twist desde falta de trabalho, dinheiro, comida e moradia. Inclusive passei meses vivendo sem geladeira. Talvez vocês não façam ideia do que é isso, mas a única forma de evitar de perder um alimento era comer tudo antes de estragar, o leite por exemplo (quando tinha), tomava que nem um terneiro.

Passadas as grandes dificuldades tchozinas em terras manezinhas (com a ajuda de muita gente) e também mais acostumado com as diferenças de sotaque e sobre tudo de mentalidade, consegui comprar o primeiro curso de inglês e prospectar a primeira viagem para os Estados Unidos.

Estados Unidos 2005

Os EUA é um país fantástico que oferece aos jovens tchozinhos ou não a possibilidade de trabalhar 4 meses em estações de ski, colônias de férias, restaurantes e etc durante o período das férias da universidade – Dezembro a Março. Felizmente consegui juntar os 5 mil reais necessários para todo o processo e embarquei ao final de 2005.

Chegando lá, parecia que tinha acabado de entrar num filme. Era engraçado ver as pessoas se comunicando em inglês de verdade. Nessa hora ficou bem claro que o curso de 1 ano intensivo de inglês não tinha dado conta da complexidade intelectual do aprendizado.

Lá trabalhei como:

  • Ajudante de garçom (ajudava a controlar a água das mesas, lá eles sempre jantam tomando água além da Coca, vinho e etc.)
  • Voluntário em uma comunidade de idosos que faziam o replantio de árvores nativas da montanha e tinham paciência com meu inglês
  • Professor de ski para crianças até 5 anos.
  • Cantador de serenatas no restaurante (ganhava muita gorjetas, uns 25 dólares por apresentação por mesa).
  • Auxiliar de escritório fazendo planilhas de excel para uma firma na montanha (conheci no grupo de voluntários).

Durante esse tempo, aprendi muito sobre o jeitão da piazada de lá e comecei a valorizar também as coisas na minha terra. Nessa época tinha muita dificuldade em duas coisas: Expressar minhas ideias no idioma e mostrar materiais da minha terra, principalmente do Frai.

O resumo do trabalho nos EUA foi: Bom financeiramente porque o valor faturado foi maior do que o investido e o feedback dos amigos que dizia mais ou menos assim de forma traduzida para o tchozitonês clássico:

“Piá do céu, se você quiser trabalhá em algo internacional vai precisá melhorá muito o inglês, tamém vai ter que conseguir fazer briques com tudo que é tipo de gente de pessoas simples até super instruídas”.

Voltei para o Brasil e continuei negaciando as coisas do idioma. Até comprar um curso de inglês em Londres na Inglaterra.

Londres, Inglaterra – 2006-2007

Chegando em Londres com o visto e tudo certinho fui com visto de estudante e tinha o direito de trabalhar 20h por semana lá, o que dava para manter os custos em ordem. Tirando fato de que havia parado no pior lugar da cidade, no gueto Brasileiro o bairro do Halesden.

Incrivelmente era possível ver pessoas morando há mais de 10 anos lá sem falar quase nada do idioma. Os brasileiros mais antigos compravam casas de famílias tradicionais britânicas (4 pessoas) e depois alugavam para turmas de brasileiros que chegavam a quase 15 por casa. Isso fazia com que a única forma de estudar em casa era ficar trepado na escadaria com os cadernos e livros.

Saltando bem a história, um dia alguém entrou em meu quarto e roubou meu pertences. Aí foi tenso. Felizmente, uma família Britânica estendeu a mão e ofereceu a seguinte oportunidade:

Nossos filhos já se casaram e saíram de casa e você pode vir morar com a gente para poder se concentrar nos estudos e na sua prova do final do semestre. Você não precisa pagar aluguel e alimentação, podemos ajudar teus estudos com livros e jornais que lemos constantemente. Em troca o que você deve fazer é:

– Não trazer qualquer pessoa de fora para dentro de nossa casa

– Estudar tudo que puder para passar na prova

– Um dia desenvolver algum projeto legal para o lugar de onde você veio, nós acreditamos que é possível ajudar uma pessoa que depois ajudará muitos outros.

Pode ser assim?

Resultado, topei e fiz o que foi combinado. Aprendi muito, muito mesmo. Estudei materiais de construção de igrejas medievais e arquitetura (por isso várias análises da arquitetura do Frai) , li livros de economia, tive que me acostumar com costumes britânicos de usar o garfo virado para baixo e colocar o arroz na parte de cima (na parte curva). Aprendi também que:

Cultura não é algo que se avalia como melhor ou pior e sim algo diferente, simplesmente diferente.

Abaixo estão dois vídeos gravados na casa onde morei dentro do jardim botânico Real chamado Kew Gardens.

Vista de dentro da sala de estudos e do jardim da casa.

Vista da frente da casa e do palácio holandês no jardim botânico.

O nascimento do Blog

Na volta a Fraiburgo pude fazer algumas apresentações para alunos nas escolas públicas para contar das experiências, assim como me deram a oportunidade lá no passado na FEAF. O problema é que não conseguiria escalar a transmissão das ideias. Por exemplo, em um dia falei com 3 turmas no Colégio Padre Biagio e a voz já tava lascada. Assim, o projeto Lá no Frai demorou um pouco para sair do papel. até pensei em fazer um livro fechado, mas fazer um blogs poderia ser um tipo de livro aberto e em constante evolução gerando impactos positivos no Frai.

Enfim, aí estamos, propagando um pouco da nossa cultura pelo mundo com fotos, documentários, coisas puramente tchozinas como o sotaque e os pinhões. Sempre seguindo o lema:

Lá no Frai é assim…Coisas sobre Fraiburgo, humor, cultura tchozina, e outras ideias de valor…

Futuro

Piazada, se preparem para o futuro aprendendo inglês, espanhol e acrescento em negrito: Matemática e inteligência artificial. Se conseguirem, depois devolvam os ensinamentos para outras pessoas dos lugares de onde vocês vieram.

Sucesso piazada! Não se entreguem! A gente saí do Frai, mas o Frai nunca sai da gente!

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Lá no Frai é assim… Fraiburgo, a Place to be discovered!

O projeto nasceu em 2006 para preservar a cultura “Tchô” ou “Tchozina” e memória de Fraiburgo, abordando também temas valiosos de toda a região, de Santa Catarina e do Brasil. Hoje, o projeto que nasceu bilingue alcança milhares de leitores em varias partes do mundo. Tudo isso só é possível com a ajuda de voluntários, apoiadores e leitores como você. Quer compartilhar algo com a gente? Fale conosco!

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The project was born in 2006 to preserve the Tchô culture and memory of Fraiburgo, also covering valuable topics from the entire region, Santa Catarina, and Brazil. Today, this bilingual project reachesthousands of readers across the globe. All of this is only possible thanks to volunteers, supporters, and readers like you.

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Praça Maria Frey

A praça Maria Frey, construída em 1994 e hoje é um dos principais pontos turísticos de Fraiburgo, não só pelo termómetro (um dos maiores das Américas), mas também pela localização no coração da cidade ao lado do Lago das Araucárias ao pé do morro do Hotel Renar e do Castelinho.

Essa foto é um espetáculo de história, natureza e da arte de artífices locais. O aspecto dos pinheiros Araucárias existentes somente nesta região do mundo faz de Fraiburgo um lugar cada vez mais único no mundo.  Joni Hoppen

praça maria Frey Fraiburgo
Fonte: Projeto Nosso Amado Frai FRAIBURGO/SC Pra quem curte nossa linda e amada cidade… De todos os ângulos —usem #nossoamadofrai —Não pertencemos ao setor Público.

 

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Lá no Frai é assim… Fraiburgo, a Place to be discovered!

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Da fulga do comunismo até Fraiburgo – A história da Alemã Uli

Oi Tchozinhos(as),

Este post é para quem gosta de história.

Nas rara oportunidades de estar em Fraiburgo, tive a oportunidade de conhecer a senhora alemã ULI que nasceu na Alemanha durante a segunda guerra, na juventude conseguiu fugir do comunismo, viveu na Índia, Africa, Manaus e hoje é cidadã do Frai com um conhecimento profundo em diversos temas. E tem opiniões interessantes sobre nossa cultura.

Segue a entrevista para quem quer ter mais conhecimento de mundo e um dia viajar para conhecer novas facetas do mundo.

Agradecimentos especiais para ULI pelo tempo em compartilhar um pouquinho da sua vida! Viele Danke!

Se gostou, curta e compartilhe!

 

 

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Lá no Frai é assim… Fraiburgo, a Place to be discovered!

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