Arquivos da categoria: Opiniões Fraiburguenses

Casa popular

Eu gostei da transformação e do capricho que deram em casas conhecidas como casas populares. Segundo o filósofo Emanuel Kant a noção de forma, beleza e justiça já vem de dentro da gente. Isso explica mais ou menos como algumas regiões se desenvolvem de forma tão diferente mesmo sob as mesmas leis e regras.

Joni Hoppen

Joni Hoppen

Friage em Fraiburgo

Pesquisas científicas verificaram se a pele das pessoas típicas da região tchozina (meio oeste de Santa Catarina) seria mais espessa (grossa) do que de indivíduos típicos de outras regiões do país. A especulação surge da possibilidade de haver mutações genéticas causadas pelo frio rigoroso que vive sobre essa região durante 10 meses ao ano e a capacidade da espécie de resistir às condições climáticas. Os resultados preliminares apontam apenas para diferenças no sotaque. Novas pesquisas serão elaboradas para avaliar se o sotaque influência positivamente na resistência à friage.

Metas

A meta do projeto é receber apoio público/privado para garantir que 100% dos jovens de Fraiburgo até 23 anos sejam fluentes em inglês e espanhol com pelo menos duas experiências internacionais (intercâmbio) de 6 meses em cada idioma antes do término dos estudos na universidade. Em 2023 o novo ciclo econômico estará consolidado, atraindo investidores, turistas de várias partes do mundo.

Protesto 15 de março 2015 Lá no Frai

Muito orgulho de vocês tchozinhos(as) se bandiando para as ruas para deixar seu recado 🙂 Lá no Frai é assim, cheio de gente bonita, ordeira e reinenta com o governo 🙂

Andrea Melo

Por Alexandre Brollo

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Por Eva Fraiburgo

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Por Luan Esganzela

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Por Andrea Melo

 

 

Projeto Roda da Luz

Olá zóios tchozinos,

Segue um resumo do que temos coletado com relação a um projeto de sustentabilidade para o FRAI, o projeto ainda não tem um nome, mas poderia ser algo como Roda da Luz. A ideia inovadora surgiu há muito tempo nas discussões do grupo de jovens empreendedores da ACIAF numa época em que fizemos um levantamento de coisas que poderiam contribuir com o desenvolvimento do Frai. Então vamos a concepção do projeto que hoje está em rascunho amplamente aberto a discussão de sua viabilidade.

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Resumo:

Aproveitar o desnível e a vazão do Lago das Araucárias para a produção de energia elétrica por meio de uma roda d’agua, criando assim uma atração turístico/científica autossustentável que iluminará o lago e um ponto de internet gratuita aos visitantes.

Problema:

Fraiburgo tem um passivo ambiental histórico, por isso é necessário desenvolver projetos ambientais de impacto e com efeito de longo prazo aproveitando também seu potência turístico.

Ingredientes ideológicos do projeto

Os seguintes vídeos são modelos possíveis

Neste vídeo temos uma ideia ainda bruta do que poderia ser feito, no vídeo não há informação sobre a potência desta roda.

Este vídeo faz uma canalização de um lago com uma proporção mais parecida com a do Frai. E a potência é de aproximadamente 50KW. Na continuação do post estão alguns cálculos preliminares.

É importante destacar que ambas as soluções tem um foco exclusivamente funcional, ou seja, não levam em consideração a harmonia estética da solução. No caso do Frai, teria que ser algo muito bem desenhado para que ficasse bonito (super atrativo) para os visitantes em harmonia com o estilo arquitetônico da redondeza.

A maior roda d’agua já construída localizada na Inglaterra foi restaurada com um viés turístico e vale a pena conhecer o projeto neste vídeo.

Questões importantes

– Durante o dia a energia pode ser direcionada para outros pontos da cidade, ou armazenada em baterias.

– Turbinas de geração elétrica tem um aproveitamento maior de energia do que as rodas d’agua, porém não tem o mesmo apelo visual para fomentar o turismo. Uma ideia seria um sistema híbrido e painéis indicando como funciona cada um dos sistemas suas vantagens e desvantagens relacionando a produção de energia elétrica de grande porte e conceitos de física, hidráulica, eletricidade e etc.

– A área de estacionamento próximas podem painéis de captação da energia solar abrindo o leque de possibilidades.

Viabilidade do projeto

Ainda estamos em fase de concepção do projeto, os valores e viabilização são posteriores mas já estamos pesquisando isso também.

 Considerando as seguintes variáveis:

Desnível = 2 metros

Vazão = 1000 metros cúbicos por segundo

Comprimento do lago – 1750 metros

Uma lâmpada a cada 15 metros ao longo do circuito completo do lago.

Total de lâmpadas 116 de 150Watts cada.

Consumo 17500 Watts porém somente a noite e a produção será 24 horas.

Com esses dados a potência estimada será aproximadamente 5.5 Kw suficiente para ascender 90 lâmpadas de 60W ou 1211 lâmpadas de LED de 4,5W. O investimento em termos de equipamento para esse projeto seria de 15 mil reais.

Informações que faltam

Ainda faltam muitas respostas para conseguirmos definir os custos do projeto, mas inicialmente temos as questões abaixo como pivotais.

– Qual é o número de lâmpadas e a potência de cada uma no Lago?

– Qual o custo mensal de iluminação do Lago pago pela prefeitura?

– Qual a vazão média do Lago?

– Qual a altura exata do desnível do lago até o riacho?

– Quanto custa para fazer a troca das lâmpadas atuais para lâmpadas de LED?

Fontes de recursos.

– Crowdfunding – um sistma online onde a própria população pode contribuir numa espécia de vaquinha onde o dinheiro será colocado no projeto e todos os contribuintes recebem o nome na obra como foram de recompensa (está seria a forma mais inovadora de fazer) chamaria muito a atenção.

– Empresas como a CELESC precisam investir 2% de sua renda em inovação e sobram recursos, mas é necessário que alguém entenda da burocracia para tal.

– Impostos das empresas de Fraiburgo que podem redirecionados para projetos de cultura e sustentabilidade.

– Prefeitura municipal.

– Empresas interessadas no projeto.

Resultados Obtidos e/ou esperados

– Sustentabilidade energética do Lago das Araucárias.

– Criação de mais um ponto turístico.

– Criação de uma área de estudos para o turismo científico que instigará os estudantes a entender o funcionamento do sistema e a diversas possibilidades de melhoria da qualidade de vida por meio de novas atitudes.

– Marketing municipal – em linha com as tendências internacionais chamadas de cidades inteligentes (SMART CITIES)

– Acesso a internet wireless gratuito sustentado pela própria roda d’agua.

– Diminuição do passivo ambiental que Fraiburgo tem com a produção do papel e a destruição das matas nativas para a produção de maçã.

– Bancos e até o um teatro grego (arquibancada redonda) de pedra de pequeno porte para os visitantes descansarem olhando a roda em funcionamento. Aulas de sustentabilidade podem ser proferidas nesse local a céu aberto.

– Mapas das cachoeiras e recursos hídricos da região e pontos turísticos espalhados pela região do meio oeste ainda bastante desconhecidos.

– Possibilidade da instalação de uma ou duas turbinas eólicas modelo apenas para a demonstração de outras fontes renováveis de energia e expansão do conhecimento científico, transformando o ponto em um parque de energias renováveis.

Conclusões preliminares.

A idéia se torna cada vez mais viável com os avanços de tecnologias como a das lâmpadas de LED que são capazes de iluminar mais com um consumo energético menor em relação às jaguarentas lâmpadas incandescentes. No entanto, há muito trabalho por fazer. Para que esse projeto realmente tome vida e sobreviva ao longo dos anos é importante que ele aconteça a partir do dos esforços de várias pessoas e entidades do Frai. A sustentabilidade do projeto ao longo das futuras gerações é o maior desafio, porque projetos inovadores comumente sofrem bullying por gerarem grades expectativas. Este projeto não visa resolver o problema de sustentabilidade da cidade, mas sim ser uma fagulha que desencadeará novas iniciativas e modelos mentais voltados a inovação e sustentabilidade ambiental posicionando assim Fraiburgo como uma cidade inovadora, mais humanizada e com um menor passivo ambiental em sua história.

Recomendações.

– Procure debater o tema.

– Replique este artigo para que mais pessoas saibam desse projeto.

– Apresente a ideia a estudantes das universidades da região que estão procurando por temas para o projeto final de TCC. Áreas de interesse seriam administração, marketing e engenharias.

– Apresentar novas ideias para adicionarmos aqui no artigo.

Agradecimentos aos voluntários que já contribuíram

– Bruno Benetti
– Fábio Facchin
– Joni Hoppen
– Rafael Hoppen
– Juliano Burda
– Amadeu Mazzola
– Julio Modena
– Débora Peliser

O processo de resignificação

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by Júlio Crestani

Esta fantástica foto não só apresenta o casamento de um jovem casal (Eduardo e Paola Ribeiro) em Fraiburgo, mas também retrata com excelência um dos processos de desenvolvimento mais importantes (pelo menos do meu ponto de vista) em todas as sociedades consideradas atualmente ricas. Este processo é o de re-significação das coisas. Então o que é isso e como funciona? 

Bem, esse é um tópico jaguara de grande para apenas um único artigo, mas para quem vem acompanhando o blog talvez seja mais fácil de digerir. Basicamente a resignificação é o processo de criação de marca, que envolve uma profunda visão imaginária e artística sobre as coisas com o objetivo de criar valores intangíveis. Esses valores podem ser atrelados a partir de diversos meios, tais como imagens, histórias, heróis, músicas, jogos, outras coisas que, literalmente, ocupa as mentes das pessoas que mais tarde servirão como base decisões reais. É importante, muito importante saber que o princípio da criação de símbolos é que estes sejam reconhecidos por todos, ou seja que haja um consenso. Se todos acham que o tênis Nike é bom, há um consenso de que é um produto de qualidade e assim por diante. 

Então, o que esse casal fez foi identificar um local na cidade que nunca ninguém jamais imaginou, ou pelo menos, jamais tomou a iniciativa de fazê-lo. Após esta imagem, o mesmo lugar nunca terá o mesmo significado, por isso se torna mais especial, mais as pessoas vão pensar sobre isso, a região será mais respeitada e valorizada. Não é à toa que o lago das Araucárias das 1001 manhãs (você achou que eu iria dizer 1001 noites né?) continuará sendo a área de maior prestígio na cidade e, consequentemente, o mais bonito e caro, por quê? Porque outros lugares não trazem em consenso o mesmo significado que ele trás, sua história, sua marca, sua unicidade e etc. Mas, quem cria estes valores? A resposta é simples, as pessoas e seus talentos colocados em ação. Ter uma idéia e não se aligeirar pra colocar em prática não resolve nada, é a mesma coisa que multiplicar 1000 vezes 0, o resultado é zero sempre. A má notícia é que, em média, menos de 2% da população é capaz de fazê-lo. Se essas intervenções criativas de valor e se esse comportamento tão precioso não forem reconhecidos essa taxa se reduz ainda mais. As regiões mais pobres que eu conheci tendem a lutar contra inciativas artísticas, culturais porque essas geram desconforto e muita mudança. 

Tchôzinhos(as), a dica é, se você tem uma idéia, um sonho, uma vontade, de um jeito de realizá-la. Se ninguém der valor, aprenda outro idioma, troque de trabalho, vá embora, busque as pessoas que entrem em consenso sua ideia e realize. Um super parabéns para esse jovem casal que criou está nova perspectiva do Frai! Nós do blog vamos sempre que possível manter o processo de mineração das pepitas de ouro da experiência humana nesta região especial do mundo. Enquanto uns destroem (como no caso do chorão), outros resignificam.

As cores da cidade

Bom dia Tchozinhos(as),

Que bom que vocês estão vivos, assim podem apreciar ainda as belezas do Frai enquanto estão preservadas (um pouco até). Estamos inseguros com relação a falta de cuidado das árvores do município então vamos liberando as fotos mais bonitas de nosso patrimônio natural, pelo menos até o que deu para capturar. Sim, catalogamos muitas árvores e cores nos últimos anos. Mas porque isso tchô? Porque sim! Sabemos que o senso comum não é comum e que há muitos que, sabem como é importante passar um asfalto e concreto por tudo, construindo casas popoulares em cima do lago e finalmente fazer algo útil dessa área imensa que ocupa o centro da cidade. Nós porém acreditamos que não, então é isso tchô!

Essa discussão dá tanta vergonha que não vamos nem traduzir para inglês esses textos porque se o pessoal de fora ver o nível do assunto – dzulivree! Tinhamos que estar discutindo formas de inovar a economia da cidade e aumentar a renda e qualidade de vida de todos!

As cores

Clique na imagem para deixá-la mais graúda

Os chorões que não choram mais…

Tchozinhos e tchozinhas,

Certo dia alguém de um país desenvolvido e urbanizado falou que para medir o desenvolvimento de uma região basta calcular a quantidade concreto por metro quadrado na área. Quem definiu isso (coincidentemente) ficou no topo da lista dos países mais urbanizados e desenvolvidos do mundo. Até aí legal e normal. No Brasil, país tropical e subtropical de vegetação exuberante, a solução foi concretar tudo que os olhos pudessem enxergar no menor tempo possível, isso incluía rios, matas, morros e etc. Fizemos isso com tanta garra e determinação que criamos cidades maravilhosas, desenvolvidas e humanizadas como São Paulo, um exemplo para a humanidade de como não se fazer. Essa visão retrógrada continua.

Gostaria de parabenizar profunda e ironicamente os heróis do concreto por retirar as árvores que fizeram parte da história e da paisagem mental de milhares de pessoas que viveram, vivem e conheceram Fraiburgo. Felizmente tive a oportunidade de fotografar essas lindas, mas desvalorizadas peças naturais.

Um grande abraço a todos e quando forem derrubar mais alguma árvore nos chamem, vamos apreciar tomar um chimarrão ao redor do toco que sobrar principalmente quando o sol estiver pelando. Isso é desenvolvimento, isso é padrão e qualidade de vida internacional, estamos quase lá, só que não até.

Atenciosamente Tchô Beiçudo!