Arquivo mensais:Março 2012

Entrevista com o criador do fraicebook

Mark Tchozenberg comenta sobre Fraiburgo e o comportamento dos Brasileiros na sua rede social…

Reporter : Você recentemente fez duras críticas ao comportamento dos Brasileiros no fraicebook, você se arrepende da polêmica que causou?
MARK: De jeito nenhum, eu continuo achando que se deixarmos os Brasileiros soltos eles vão orkutizar, não só o fraicebooki, mas o mundo todo. Os Brasileiros estão usando nosso sistema como se estivessem dirigindo com 51 pontos na CNH, achando que podem sair atropelando os comentários de qualquer um a torto e direito. Aqui não é bem assim, nós criamos uma constituição no Fraicebook em 1988 onde cada usuário deve ser bloqueado da rede social por mau comportamento e tentativas de orkutização do espaço público.  Por isso não mudo meu pensamento sobre os Brasileiros.

Reporter: Mas você acha que há como mudar este comportamento tão típico do Brasil?

MARKI: Bom, veja bem… nem todos os Brasileiros são assim. É preciso considerar que tem muita gente honesta, engraçada e criativa que respeita as regras naquele país e que ainda fazem um excelente uso do Fraicebook. Um grande exemplo são os Tchô de Fraiburgo.

Reporter : Mark, o que você quer dizer com os “tchô de Fraiburgo”, o que é isso?

MARK: Ahh sim, desculpa. Esse é um termo novo até pra mim. Aprendi recentemente num dicionário de Inglês-Fraiburguês. Tchô se refere a um indivíduo (personagem) que vive na região da grande Fraiburgo em Santa Catarina – Brasil. Você que é Brasileiro deve conhecer essa cidade, não? Você é paulista por acaso? Fraiburgo é a terra da apple (maçã), do licor e da maçã do amor…dos dinossauros, do Tchô Quenorris, do caminhão enterrado, da Arnoldo Frey road.. do Michuim…da geada, do handebol, xadrez, volley, lago das araucárias, das cachoreiras escondidas, taquaroçu, butiá verdade…etc… não conhece mesmo?

Reporter : Infelizmente não conheço, mas lá no sul não é tudo gaúcho?

MARK: pois é, eu também achava que era, mas também, quem é que conhece o Brasil de verdade? Sorte que apareceu um blog bilíngue (português/inglês) dum tchó do Frai contando desse povo acolhedor de alma limpa, com uma cultura engraçada, meio própria… que não é nem gaúcha e nem mané (barriga verde). É interessante ver as coisas que eles compartilham no fraicebook muitas vezes. É esse tipo de comportamento antiorkutização que os Brasileiros deveriam ter no Fraicebook. Eles tem uma capacidade extraordinária de criar humor encima de qualquer coisa, possuem uma arquitetura própria, um dialeto nativo e expressões que só um tchô puro entende, um lago super massa no centro da cidade, cachoeiras nos arredores, gente bonita, o pôr do sol mais colorido do Brasil e principalmente estudantes desbravadores que se pinxam no mundo todo atrás de conhecimento, etc. É pra esse tipo de gente que nós do Fraicebook ainda mantemos esta rede funcionando no Brasil, mesmo apesar de todas as tentativas de orkutizacao dos brasileiros em geral. Pra mim Fraiburgo é umas das cidades mais bonitas do Brasil e a piazada lá e promissora…

Reporter: Mas você acha que Fraiburgo é mais bonita até do que São Paulo?
MARK: Você está de brincadeira, só pode! Comparar Fraiburgo com São Paulo, a cidade mais orkutizada do país é sacanagem…pelo jeitão dos Fraiburguenses na rede social eles vão tomar cuidado para, nas próximas eleições, não elegerem pessoas capazes orkutizar o lugarzinho deles. Isso é muito legal e seria bom se os demais Brasileiros copiassem essa ideia genial de não orkutização do mundo real. E você, vê se volta pro Brasil e vai conhecer melhor o teu país, nem que seja pelo orkut mesmo.

Guia de bolsa de estudos na Holanda para Tchozinhos e Tchoazinhas

Mantenha a calma e pegue sua bolsa de estudo – Eu adicionaria “esteja preparado”.

Depois de dar várias palestras em escolas e universidades na região da grande Fraiburgo (contestado) sobre a importância de estudos no exterior como forma de enriquecimento e desenvolvimento da nossa região, notei que ainda temos que trabalhar bastante a questão da língua inglesa para enfrentar o inevitável processo de globalização (oportunidades existem mas é preciso estar preparado pra elas). Portanto, esse post é dedicado aos tchozinhos e tchozinhas que buscam uma oportunidade de estudo internacional e estão dispostos a trazer conhecimento para o Brasil. A boa notícia é que não precisamos mais ralar tanto pelas bolsas internacionais porque quem está pagando a conta agora é Brasil num ato desesperado e suprimir o atraso educacional e tecnológico que temos em relação as nações já desenvolvidas.

Abaixo estão os links e algumas dicas sobre o processo de bolsas de estudo que elaborei ao longo dos anos em que passei competindo com indianos, chineses, russos, indonésios e etc pelas bolsas estrangeiras quando não havia oportunidades aqui no Brasil. Atenção o processo pode ser diferente no programa ciências sem fronteiras. Espero que possam fazer bom uso dessas informações e que repassem aos que podem se beneficiar com isso. 

Reportagem da globo sobre a abertura de bolsas de estudo para graduação na Holanda pelo programa ciências sem fronteiras
http://g1.globo.com/videos/distrito-federal/bom-dia-df/t/edicoes/v/veja-as-oportunidades-no-mercado-de-trabalho/1877592/

Informações oficiais – E passo a passo para inscrição nas universidades Holandesas
http://www.nesobrazil.org/

Ciencias sem fronteira – O jeito mais fácil até o momento para bolsas de graduação e doutorado

http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/

Resumo da experiência de mestrado de um Fraiburguense na Holanda em 2008-2010

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=qpmAGzrLfTg]

Dicas úteis…

1 – Tenha paciência de ler as informações. Procure entender o processo como um todo, principalmente a ordem das coisas (primeiro a inscrição da bolsa ou do curso?). Na Holanda primeiro você se inscreve no curso e então recebe a carta de aceitação a isso vai servir de base para o seu dossiê da bolsa. Esse método garante que você vai fazer o que tens aptidão e não qualquer coisa pela influência da bolsa, diminuindo assim o risco do investimento, mas isso muda de país para país.

2 – Fique pescando editais até que algum deles se encache no seu perfil. Se nenhum encaixar então vais precisar trabalhar na sua qualificação (estudar inglês ou o que for). Se na pior das hipóteses (não conseguir a bolsa), o que você investiu em você não se perderá…

3 – Foco no país – Cada país é uma história e uma burocracia específica, se não tiver um foco bem definido o projeto vira um pesadelo longo, dolorido e incomunicável.

4 – Procure refletir sobre a ideia de um governo investir em alguém, dar uma carta de confiança. Estudar fora é principalmente se desenvolver como pessoa, como cidadão e posteriormente como profissional e então virão os frutos financeiros. Não é possível desenvolver um país fora dessa ordem. Tentar invertê-la é o que a grande maioria das pessoas tenta fazer mas vive desgastada e sem brilho pensando sobre as coisas que não têm.

5 – Carta de propósito – Deve conter as respostas para as perguntas – quem é você? quais são seus objetivos de vida e profissionais? o que você já fez para atingi-los? como e porque a bolsa em questão irá contribuir para obtenção do objetivo?. Pessoas com objetivos ambiciosos, altruístas e com senso de gratidão tem muito mais chance de conseguir algo. Nenhum governo gosta de pessoas do tipo “Astronauta Brasileiro” que foi um cara que recebeu um monte de dinheiro público e depois quis todo sucesso e lucro para si. Eu pessoalmente não ajudo pessoas assim porque elas fecham as portas de muitos outros que poderiam fazer bem melhor para toda a comunidade…

6 – Geralmente juntar a papelada é chato e cansativo, mas mesmo assim vale a pena. Para se ter uma ideia, o meu processo para bolsa na holanda pelo governo holandês na época durou cerca de 2 anos principalmente por causa da certificação do inglês IETLS Cambridge. No final acabou dando tudo certo, fui selecionado tanto pela Huygens Scholaship como pela Shell Centenary Scholarship Fund. Como somos de uma cultura bastante oralizada e com muito jeitinho para as coisas, acabamos levando uma grande desvantagem competitiva com países até menores do que o nosso com relação as bolsas, pois internacionalmente tudo funciona na base do papel e comprovações. Vi muita gente de outros países (até menos qualificados que muitos Brasileiros) aproveitando as oportunidades de estudo porque se focaram nos requisitos dos editais como a certificação do inglês por exemplo.

Bom, acho que é isso pessoal. Se tiverem dúvidas ou alguma coisa para contribuir fiquem a vontade. Se for relevante compartilhe, isso pode ser valioso para alguém…

Sabado lá no Frai…(Michel Tchôló)

Piazada,  a febre do “ai se eu te pego” do Michel Tchôló no Brasil foi o fim da picada mesmo, dZulivre…quanta gente falando disso e sarniando ? Quando escuitei duas versões da música em Holandês, cheguei até a ficar ressabiado achando que as previsões do fim do mundo estavam certas e negadinha do butía ia se acaba tudo. Daí o tempo passo e nada aconteceu…porque será decerto? Acho tava faltando apresentar pro mundo a versão original da música tunada escrita em Fraiburguês clássico por volta de 1674 por um Padre Michel Tchôtelonista que estava de passagem pelo campo da dúvida (Primeiro nome de Fraiburgo).

  A propósito, de difício que é escrevê em Fraiburguês sem correção do word, dando uma negaciada meio diansim no texto meio co canto de zóio parece que ta errado e mas ta loco de bom…se você entendeu o que estiver escrito e ou fala eu “se divirto” por favor da um clique no curtir no lado direito da página 🙂

O Tchô mais bonito de SC

Então piazada, o Frai vem despontando em várias áreas e descobrindo novos talentos dia após dia. Neste final de semana o Diego Rafael Novicki foi eleito o tchô mais bonito do estado e a tchoazinhas foram a loucura. O Lá no Frai parabeniza este cidadão por revelar para o estado o que só nós fraiburguenses sabíamos “O Frai é terra gente bonita”. Lá no Frai é assim…  Parabéns piá….

Fonte – http://www.radiofraiburgo.com/noticia.php?id=1978

Diego Rafael Novicki 03/2012

Ranking global – The Economist 2012

Esta semana foi divulgado pela revista “The Economist” um ranking das 100 cidades mais competitivas no mundo sendo este baseado no índice global de competitividade que analisa aspectos econômicos, fluxo de capitais físicos e humanos, instituições financeiras também seu apelo social, ambiental e global. A surpresa desse ano foi sem dúvida a aparição de vereda de Fraiburgo na lista. Segundo os consultores do Lá no Frai esse foi resultado da descoberta da cidade em si e também de investimentos na educação da piazada com aulas de Xadrez até nos finais de semana, descobrimento das cachoeiras, instalação das ciclofaixas e, recentemente, a coleta seletiva do lixo…Os consultores ainda resaltam que há bastante espaço para melhorias na performance  da cidade uma vez que vários fraiburguenses estão começando a se preparar desafios da economia pós-industrial baseada em educação e cultura.

Depoimento do Frai

Esses dias, apesar da correria, vi um lindo depoimento de quem viveu no Frai. Quem escreve é a Bianca Rothstein Ramos Lorini na foto com seu marido no parque de aventuras. Eles são de Porto Alegre.

[..]foi aqui nosso primeiro ano de casados, nosso primeiro lar (na rua dos banco como falam aqui), o Barney fez seus 3 primeiros anos aqui, nosso primeiro distrito…Aqui eu aprendi o que é um tchô, ouvir “mazome”, os piá, etc… Convivemos com pessoas maravilhosas, aproveitamos muito a culinária local, caminhadas no lago, passeios a cavalo e tantas outras coisas que vamos sentir mtas saudades… Vamos sentir saudades de todos vocês!! […] Amo Fraiburgbo, e as pessoas de lá. Olha que já morei em váaaaarios lugares do Brasil, mas além da cidade muito gostosa, as pessoas de lá são incomparaveis nunca vi gente tão hospitaleira!! O que eu escrevi foi bem pouco daquele lugarr.

Entendendo o logo Lá no Frai

1- Podem existir milhões de letras no mundo digital e analógico, mas este é o único “i” da história vestido de tchô, porque esse é Fraiburguense e tem seu próprio estilo. Os tchôs em geral são como todo mundo: comem, dormem, conversam, choram, sente falta, alegria, medo, orgulho e etc, porém eles também saracotieam, se espenieiam, ficam reinando, são infruídos, não se acadelam, se pinxam na água, atoram a fila, ficam atorados de fome, pregam a mão no ovido, se esgualepam, inticam os otros, acarcam os botões das coisas e assim por diante, a lista é longa…Uma observação importante, o elemento do tipo tchô ou tchoa não caracteriza uma raça específica. Exemplo, alguém desconhecido bate na porta da casa e a mulher atende, depois o filho pergunta…- mãe quem era aquele tchô que veio antes aqui em casa?

2 –  O Lá no Frai é um repositório de conhecimento (inter-disciplinar, multi-mídia, multi-cultural, multi-temporal e colaborativo) que trabalha fundamentalmente com a articulação e desenvolvimento do patrimônio imaterial Fraiburguense (cultura) que por sua vez, consideramos a maior fonte de riqueza de qualquer nação. Assim, porque a cultura está posicionada acima do instinto e da razão, um coração branco e puro foi implantando no tchozinho “i”, pois Fraiburgo foi criado por corações de tchôs, tchoas e tchozinhos ao longo dos tempos em meio a eterna luta inconsciente entre o sonho, realidade e o medo.

3 – O elemento do tipo tchô é mais valioso e representativo do que a maçã, pois ele já estava lá antes dela e lá continuará depois dela como em todas a história dos ciclos econômicos de exploração. Nesse sentido, o tchô só deixará de existir como esteriótipo se for convencido de que sua cultura não tem valor e então tomará coca-cola de canudinho, comerá pinhão enlatado e cantará músicas de outros idiomas sem saber o que elas dizem…

4 – O chapeuzinho significa a simplicidade e por esse motivo ele é feito com uma “{” virada. Ser simples nos permite enxergar as coisas com mais clareza e nos tornamos mais felizes com o que temos num mundo que caminha para a complexidade e a info-toxicação digital. Não há motivos de não sermos deste jeito em Fraiburgo…A posição meio torta do chapeu não só reflete um jeito desacorçoado (fraiburguense nunca desanima, desacorçoa) mas também um jeito curioso, engraçado e inocente de existir olhando para os lados…

5 – O globo se refere ao início de Fraiburgo e ao pensamento global dos habitantes pois esta é uma cidade filha da globalização. O simbolo também serve como homenagem aos vários Fraiburguenses que ultrapassaram barreiras financeiras, sociais, linguísticas e etc para serem reconhecidos por seu trabalho e produtos em várias partes do mundo…Parabéns piazada, e que venham cada vez mais…