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Projeto Roda da Luz

Olá zóios tchozinos,

Segue um resumo do que temos coletado com relação a um projeto de sustentabilidade para o FRAI, o projeto ainda não tem um nome, mas poderia ser algo como Roda da Luz. A ideia inovadora surgiu há muito tempo nas discussões do grupo de jovens empreendedores da ACIAF numa época em que fizemos um levantamento de coisas que poderiam contribuir com o desenvolvimento do Frai. Então vamos a concepção do projeto que hoje está em rascunho amplamente aberto a discussão de sua viabilidade.

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Resumo:

Aproveitar o desnível e a vazão do Lago das Araucárias para a produção de energia elétrica por meio de uma roda d’agua, criando assim uma atração turístico/científica autossustentável que iluminará o lago e um ponto de internet gratuita aos visitantes.

Problema:

Fraiburgo tem um passivo ambiental histórico, por isso é necessário desenvolver projetos ambientais de impacto e com efeito de longo prazo aproveitando também seu potência turístico.

Ingredientes ideológicos do projeto

Os seguintes vídeos são modelos possíveis

Neste vídeo temos uma ideia ainda bruta do que poderia ser feito, no vídeo não há informação sobre a potência desta roda.

Este vídeo faz uma canalização de um lago com uma proporção mais parecida com a do Frai. E a potência é de aproximadamente 50KW. Na continuação do post estão alguns cálculos preliminares.

É importante destacar que ambas as soluções tem um foco exclusivamente funcional, ou seja, não levam em consideração a harmonia estética da solução. No caso do Frai, teria que ser algo muito bem desenhado para que ficasse bonito (super atrativo) para os visitantes em harmonia com o estilo arquitetônico da redondeza.

A maior roda d’agua já construída localizada na Inglaterra foi restaurada com um viés turístico e vale a pena conhecer o projeto neste vídeo.

Questões importantes

– Durante o dia a energia pode ser direcionada para outros pontos da cidade, ou armazenada em baterias.

– Turbinas de geração elétrica tem um aproveitamento maior de energia do que as rodas d’agua, porém não tem o mesmo apelo visual para fomentar o turismo. Uma ideia seria um sistema híbrido e painéis indicando como funciona cada um dos sistemas suas vantagens e desvantagens relacionando a produção de energia elétrica de grande porte e conceitos de física, hidráulica, eletricidade e etc.

– A área de estacionamento próximas podem painéis de captação da energia solar abrindo o leque de possibilidades.

Viabilidade do projeto

Ainda estamos em fase de concepção do projeto, os valores e viabilização são posteriores mas já estamos pesquisando isso também.

 Considerando as seguintes variáveis:

Desnível = 2 metros

Vazão = 1000 metros cúbicos por segundo

Comprimento do lago – 1750 metros

Uma lâmpada a cada 15 metros ao longo do circuito completo do lago.

Total de lâmpadas 116 de 150Watts cada.

Consumo 17500 Watts porém somente a noite e a produção será 24 horas.

Com esses dados a potência estimada será aproximadamente 5.5 Kw suficiente para ascender 90 lâmpadas de 60W ou 1211 lâmpadas de LED de 4,5W. O investimento em termos de equipamento para esse projeto seria de 15 mil reais.

Informações que faltam

Ainda faltam muitas respostas para conseguirmos definir os custos do projeto, mas inicialmente temos as questões abaixo como pivotais.

– Qual é o número de lâmpadas e a potência de cada uma no Lago?

– Qual o custo mensal de iluminação do Lago pago pela prefeitura?

– Qual a vazão média do Lago?

– Qual a altura exata do desnível do lago até o riacho?

– Quanto custa para fazer a troca das lâmpadas atuais para lâmpadas de LED?

Fontes de recursos.

– Crowdfunding – um sistma online onde a própria população pode contribuir numa espécia de vaquinha onde o dinheiro será colocado no projeto e todos os contribuintes recebem o nome na obra como foram de recompensa (está seria a forma mais inovadora de fazer) chamaria muito a atenção.

– Empresas como a CELESC precisam investir 2% de sua renda em inovação e sobram recursos, mas é necessário que alguém entenda da burocracia para tal.

– Impostos das empresas de Fraiburgo que podem redirecionados para projetos de cultura e sustentabilidade.

– Prefeitura municipal.

– Empresas interessadas no projeto.

Resultados Obtidos e/ou esperados

– Sustentabilidade energética do Lago das Araucárias.

– Criação de mais um ponto turístico.

– Criação de uma área de estudos para o turismo científico que instigará os estudantes a entender o funcionamento do sistema e a diversas possibilidades de melhoria da qualidade de vida por meio de novas atitudes.

– Marketing municipal – em linha com as tendências internacionais chamadas de cidades inteligentes (SMART CITIES)

– Acesso a internet wireless gratuito sustentado pela própria roda d’agua.

– Diminuição do passivo ambiental que Fraiburgo tem com a produção do papel e a destruição das matas nativas para a produção de maçã.

– Bancos e até o um teatro grego (arquibancada redonda) de pedra de pequeno porte para os visitantes descansarem olhando a roda em funcionamento. Aulas de sustentabilidade podem ser proferidas nesse local a céu aberto.

– Mapas das cachoeiras e recursos hídricos da região e pontos turísticos espalhados pela região do meio oeste ainda bastante desconhecidos.

– Possibilidade da instalação de uma ou duas turbinas eólicas modelo apenas para a demonstração de outras fontes renováveis de energia e expansão do conhecimento científico, transformando o ponto em um parque de energias renováveis.

Conclusões preliminares.

A idéia se torna cada vez mais viável com os avanços de tecnologias como a das lâmpadas de LED que são capazes de iluminar mais com um consumo energético menor em relação às jaguarentas lâmpadas incandescentes. No entanto, há muito trabalho por fazer. Para que esse projeto realmente tome vida e sobreviva ao longo dos anos é importante que ele aconteça a partir do dos esforços de várias pessoas e entidades do Frai. A sustentabilidade do projeto ao longo das futuras gerações é o maior desafio, porque projetos inovadores comumente sofrem bullying por gerarem grades expectativas. Este projeto não visa resolver o problema de sustentabilidade da cidade, mas sim ser uma fagulha que desencadeará novas iniciativas e modelos mentais voltados a inovação e sustentabilidade ambiental posicionando assim Fraiburgo como uma cidade inovadora, mais humanizada e com um menor passivo ambiental em sua história.

Recomendações.

– Procure debater o tema.

– Replique este artigo para que mais pessoas saibam desse projeto.

– Apresente a ideia a estudantes das universidades da região que estão procurando por temas para o projeto final de TCC. Áreas de interesse seriam administração, marketing e engenharias.

– Apresentar novas ideias para adicionarmos aqui no artigo.

Agradecimentos aos voluntários que já contribuíram

– Bruno Benetti
– Fábio Facchin
– Joni Hoppen
– Rafael Hoppen
– Juliano Burda
– Amadeu Mazzola
– Julio Modena
– Débora Peliser

Cachoeira Tombo do Tchô – Videira – SC – Lá no Frai expedition

Depois de uma longa pernada, vários tombos, trilha perigosa, chuva e quase a perda da câmera chegamos a essa pérola no meio oeste de Santa Catarina, a qual é praticamente desconhecida, ainda mais se comparada a atores da globo e jogadores de futebol. O objetivo desse post é, assim como a grande maioria das publicações do blog, valorizar as riquezas escondidas na região aqui denominada tchozina por pura licença poética em homenagem aos tchôs e tchoas da região. Como estas quedas não tem um nome específico resolvemos chamá-la de tombo do tchô como forma de alertar a todos os visitantes sobre essa fascinante e perigosa obra da natureza. Ao final apresentamos a localização da cachoeira com o máximo de detalhes possíveis. Click nas imagens para aumentar o tamanho da visualização.

Antes de descrever qualquer coisa, aqui vão as notas de atenção.

– A cachoeira é tão fascinante como perigosa pois é onde todo o rio do peixe mergulha. É necessário muito cuidado, mesmo com experiência de alguns anos de trilhas em várias partes do mundo, esse é um dos lugares mais perigosos que já visitei principalmente a parte de baixo da cachoeira.
– Não subestime a força da água, a irregularidade das pedras pode ser fatal
– Use tênis com garras e sempre tenha as duas mão livres para caminhar sobre as pedras algumas são grandes
– Como existem muitos tipos, formatos e cores de pedras não existe um padrão de como se deslocar entre elas a não ser ir com calma, analisando cada passo e sempre com o apoio das mãos.
– Não há sinal de celular, vá em grupo.
– Não jogue lixo nesse paraíso natural e se puder retire o que encontrar, isso não é para a sua segurança é para a segurança da vida do ecossistema.
– Verifique as condições do clima, procure ir de 3 a 4 dias desde a última chuva. O rio do peixe assim como todos os demais da região ficam muito escuros com a chuva. Quanto mais água maior o risco.

Abaixo está a primeira foto foi encontrada na internet, a qual despertou a pesquisa pelo local, foram realizadas aproximadamente 3 viagens à Videira sem encontrar alguém que soubesse desse ponto, provando que a desinformação regional é grande. Ser tchô e não desfrutar da região tchozina é o prejuízo humano incalculável, uma espécie de pecado. Me parece que quanto mais civilizados nos tornamos, menos gratuita a natureza se torna. Esse comportamento econômico nunca mudará, nunca…

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Por – Gerard Moss

Cachoeira tombo do tcho

Esta é uma vista da trilha inferior, decidimos não cruzar até o outro lado da margem porque as dimensões e quantidade de água podem enganar o tchô.

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Vista da força das águas e a impossibilidade de enquadrar todas as cachoeiras na mesma imagem, é muita informação aos olhos, para quem presencia esse local é muita informação para todos os sentidos.

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