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A cachoeira escondida

Então piazada, muitas pessoas estavam ansiosas em saber mais sobre a tal cachoeira escondida de Fraiburgo. Pois é, eu também estava e finalmente, no carnaval, pude conhecê-la ao vivo e agora é hora de escrever alguma coisa. Essa cachoeira não tinha nome e como quase ninguém sabia de sua existência (exceto os donos do terreno e pessoas muito próximas), então resolvi chamá-la  de “A cachoeira escondida”. As primeiras notícias que tive de lá foram da Iole Dahmer e Gabriel Cardoso.

Mas porque quase ninguém a conhecia? Porque as coisas se escondem da gente?

Acredito que nunca houve interesse. Também, e a percepção humana é muito restrita ao que queremos enxergar e então surgem os “blind spots” “pontos cegos” no nosso conhecimento. Por exemplo: se você gosta de um tenis “Nike” e vai dar uma volta no lago é provável que você encontrará ou pelo menos vai perceber esse tipo de calçado sendo usado por outras pessoas ao passo que os outros 99,999% das coisas do seu campo de visão estarão anuladas e assim por diante para quase tudo, inclusive para os erros de português desse blog. Nesse sentido, quando viajo pelo Brasil sinto que no geral tem muita gente que está desconectada da vida real principalmente e não exclusivamente pela TV a qual mostra tudo aquilo que você quase não precisa saber pois não fazem parte da sua vida. Ex. BBB, assaltos no interior do maranhão com pistolas da cor preta de calibre X com bolinhas e etc. De fato, Brasil é muito carente por informação útil. Alguns filósofos estão até pesquisando porque há tanto interesse do público em matérias onde se vê a própria destruição e degradação humana. Será que a vida está boa de mais e precisa de algo para equilibrar? Por outro lado há tantas outras coisas para se descobrir ao nosso redor virtudes a desenvolver. Dessas coisas poderíamos desenvolver o turismo, melhorar a edução dos jovens e até tomarmos decisões menos impactantes no meio ambiente. As possibilidades são inúmeras mas tudo vai depender do foco…Essas coisas de que estou falando vem dos estudos gestão do conhecimento e do mergulho cultural que fiz na Holanda o qual todos querem saber o que um Tchô de Fraiburgo foi fazer lá…espero escrever isso em breve. Vamos voltar ao caso da cachoeira.

Consideração sobre as visitas as cachoeiras do Frai…

– Leve uma sacola para recolher o lixo mesmo que você não tenha o jogado.
– Seja cordial com os moradores da região, você está na propriedade deles. Eles também podem dar informações preciosas sobre as belezas da região e também sobre a segurança do local.
– O espirito de cachoeira não combina com bebedeira e som alto, melhor juntar amigos e fazer um pick-frai-nick onde todos compartilham os alimentos, conhecimento e o tempo.
– Seja sempre cuidadoso e responsável com água e fogo.
– As prefeitura do Frai e as cidades vizinhas da Rota da Amizade poderiam criar a “Rota das Cachoeiras” colocando as sinalizações, ajudando também na fiscalização e proteção dos rios. Se os turistas ficam em média 2 dias em Fraiburgo, segundo a SANTUR, com as cachoeiras poderiam ficar mais 2 ou 3. A função de todo governo é avaliar os pontos fracos e fortes da região e providenciar infra-estrutura.
– Só repasse as informações da cachoeira para pessoas que consigam entender o que foi escrito acima… 


Como chegar na cachoeira escondida?

Na Liberata ir em direção a “Frei Rogerio” quando chegar numa a bifurcação com a placa de Frei Rogério entrar a esquerda e mais pra frente perguntar pela comunidade Santa Luzia. Na comunidade perguntar pela ponte do Zanela. A cachoeira esta logo abaixo.

Bom piazada, era isso. Aproveitem para conhecer as cachoeiras ainda em vida que existem perto de vocês em Santa Catarina, Paraná e etc… pois muitas estão sendo extintas pelas centenas de usinas de pequeno porte feitas para que possamos ter energia sem que diminuamos nossos hábitos…